Facebook/Handout via REUTERS
Facebook/Handout via REUTERS

Detido por ataque a mesquita de Québec é indiciado por 6 acusações de assassinato

A polícia considera que Bissonnette, que foi detido poucas horas depois do atentado contra o Centro Cultural Islâmico da cidade de Québec que terminou com seis pessoas mortas e outras cinco gravemente feridas, é o único suspeito do ataque

O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2017 | 22h16

TORONTO - A polícia do Canadá indiciou Alexandre Bissonnette nesta segunda-feira, 30, por seis acusações de assassinato em primeiro grau e cinco de tentativa de assassinato pelo ataque cometido na noite de domingo contra uma mesquita da cidade de Québec.

A polícia considera que Bissonnette, que foi detido poucas horas depois do atentado contra o Centro Cultural Islâmico da cidade de Québec que terminou com seis pessoas mortas e outras cinco gravemente feridas, é o único suspeito do ataque.

Um segundo indivíduo que também foi detido na noite de domingo agora é considerado uma testemunha do massacre.

Segundo um perfil do Facebook que já foi apagado, Bissonnette, de 27 anos, é original da cidade de Québec e estudou Antropologia e Ciências Políticas na Universidade de Laval.

Nessa página de Facebook, Bissonnette aparece vestido como cadete infantil em frente às bandeiras do Canadá e de Québec.

Uma organização dedicada ao amparo de refugiados na cidade de Québec afirmou em mensagem postada no Facebook que Bissonnette era conhecido "por sua posições a favor de (Marine) Le Pen (a dirigente ultradireitista francesa) e antifeministas" tanto na Universidade de Laval como em redes sociais.

No entanto, a polícia canadense disse hoje que não tinha conhecimento prévio de Bissonnette.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, ressaltou hoje que o terrorismo não conseguirá "dividir" o país e reafirmou "aos um milhão de muçulmanos canadenses" que vivem nele que "esta é sua casa", após o "ataque terrorista" contra a mesquita. / EFE

Mais conteúdo sobre:
Canadá

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.