Dez anos após 11/9, aviação continua como alvo do terrorismo nos EUA

Secretária de Segurança Doméstica afirma que país ainda investe em segurança nos aeroportos

Associated Press

21 de julho de 2011 | 21h02

WASHINGTON - A secretária de Segurança Doméstica dos Estados Unidos, Janet Napolitano, disse nesta quinta-feira, 21, que a aviação civil americana ainda é um dos principais alvos dos terroristas, mesmo dez anos depois dos piores atentados da história - o 11 de Setembro de 2001.

 

Prestes a completar uma década de sua principal tragédia, que deixou mais de 3 mil mortos, os Estados Unidos são um país mais seguro, garante Janet. "Mas não há garantias em um mundo no qual as ameaças estão sempre evoluindo", acrescenta a secretária.

 

Os atentados - nos quais aviões sequestrados foram usados como projéteis para atingir o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington - provocaram mudanças drásticas nas políticas de segurança americanas e levou o governo a gastar bilhões de dólares na luta contra o terrorismo.

 

A segurança nos aeroportos foi um dos setores que mais sofreu mudanças - os terminais foram aparelhados com dispositivos de detecção de objetos suspeitos, por exemplo, o que causou o aumento de filas e, consequentemente, da irritação dos passageiros. Mas Janet argumenta: "A aviação continua como o setor mais citado nas informações de inteligência que recebemos".

 

Um dos exemplos dessa afirmação foi o ataque frustrado no dia de Natal de 2009, quando um nigeriano treinado pela Al-Qaeda tentou detonar explosivos em um avião no aeroporto de Detroit, o que não aconteceu.

 

O Departamento de Segurança Doméstica foi criado justamente depois do 11 de Setembro para reformular as políticas de segurança interna dos Estados Unidos. A secretária afirmou que o órgão obteve "progressos significantes" cumprindo as demandas do governo para ampliar as medidas de prevenção de ataques.

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