Dez civis morrem no avanço de grupo xiita contra redutos da Al Qaeda no Iêmen

Cerca de 10 civis foram mortos quando combatentes muçulmanos xiitas do grupo Houthi, apoiados pelo governo iemenita, atacaram redutos da rede Al-Qaeda e seus aliados tribais sunitas no centro do país, neste domingo, disseram membros de tribos locais.

REUTERS

26 de outubro de 2014 | 17h27

Segundo as fontes, o exército iemenita investiu contra militantes da rede local da Al Qaeda, o grupo Ansar al-Sharia, e também tribos locais aliadas a eles, em uma ação que envolveu ataques aéreos, artilharia e lançamento de foguetes Katuysha na província de al-Baydah, cerca de 160 quilômetros a sudeste da capital, Sanaa.

"Cerca de 10 civis foram mortos e vários ficaram feridos, incluindo mulheres e crianças", disse uma fonte tribal.

"Mas como está escuro, e também por causa do enfrentamento contínuo, ainda não pudemos chegar a todas as vítimas", declarou ele à Reuters, acrescentando que dezenas de famílias fugiram da área dos confrontos.

Não há detalhes sobre vítimas entre os combatentes.

Os Houthis, cuja base de poder está no norte, se firmaram no mês passado como fiel da balança na disputa de poder no Iêmen, ao assumirem o controle de Sanaa, depois de enfrentar pouca resistência do governo do presidente Abd Rabbu Mansour Hadi, o que enfureceu a Al Qaeda e seus aliados tribais sunitas.

Outra fonte tribal disse que combates pesados ??estavam ocorrendo na área de Khobza, outro reduto do Ansar al-Sharia e seus aliados, na mesma província de al-Baydah.

"Os Houthis estão avançando para controlar o resto das áreas (tribais) de Qaifa e à noite pode haver confrontos ainda mais violentos", afirmou a fonte, uma autoridade tribal que não quis ser identificada, em declaração por telefone à Reuters.

A Al Qaeda, que segue uma ideologia sunita linha-dura, vê os Houthis, oriundos da ramificação Zaydi do Islã xiita, como hereges.

Combatentes dos Houthis começaram a avançar para o centro e oeste do Iêmen este mês, depois que um homem-bomba da Al Qaeda matou pelo menos 47 pessoas, a maioria membros desse grupo xiita, quando se preparavam para organizar uma manifestação em Sanaa, no início deste mês.

Em seguida, confrontos irromperam em várias províncias, alarmando a vizinha Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo.

Até agora, o Exército iemenita vinha evitando apoiar os Houthis em seu avanço contra a Al Qaeda. Mas o presidente Hadi considera a Al-Qaeda na Península Arábica a principal ameaça que o país enfrenta.

(Mohammed Ghobari)

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