US Army/REUTERS
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Mísseis atingem base com soldados americanos no Iraque e deixam ao menos três mortos

Ataque não foi reivindicado por nenhum grupo até o momento; número de foguetes lançados é particularmente alto

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2020 | 16h22
Atualizado 11 de março de 2020 | 20h12

Ao menos dezoito foguetes atingiram Camp Taji,  uma base do exército iraquiano que abriga tropas americanas nesta quarta-feira, 11, no 22º ataque contra alvos americanos no país desde o final de outubro, informaram fontes oficiais.

Embora inicialmente o exército iraquiano tenha afirmado que o ataque não havia causado vítimas ou danos, um oficial americano afirmou que ao menos três pessoas, dois americanos e um britânico, morreram, e pelo menos dez ficaram feridas. 

O coronel do exército Myles Caggins, um porta-voz militar dos EUA no Iraque, disse no Twitter que mais de 15 pequenos foguetes atingiram a base de Camp Taji no Iraque. Ele não forneceu detalhes. A liderança da coalizão afirmou, mais tarde, que a base foi atingida por 18 foguetes.

O Camp Taji, localizado ao norte de Bagdá, tem sido usado como base de treinamento por vários anos. Existem cerca de 6 mil soldados norte-americanos no Iraque, treinando e assessorando forças iraquianas e realizando missões contraterroristas.

Autoridades não deram informações sobre a possível autoria do ataque, mas é possível que algum grupo de milícias xiitas apoiadas pelo Irã, como o Hezbollah de Kataib, reivindique a ação. 

Tensão

Um subcontratado dos EUA foi morto em um ataque com foguete contra uma base militar iraquiana em Kirkuk no final de 2019, que por sua vez desencadeou vários ataques de retaliação no Iraque e na Síria, contra forças pró-Teerã, incluindo brigadas do Hezbollah. 

Depois disso, as tensões entre Washington e Teerã aumentaram, levando ao assassinato em Bagdá do poderoso general iraniano Qassim Suleimani em um ataque por drone comandado pelos EUA. 

A coalizão internacional, criada para combater o grupo jihadista Estado Islâmico (IS) em 2014 e liderada pelos Estados Unidos, é composta por dezenas de países e milhares de soldados estão no Iraque. Embora o EI tenha perdido o território de seu "califado", abrangendo o Iraque e a Síria, o grupo ainda possui células clandestinas ou adormecidas que podem realizar ataques.

O parlamento iraquiano votou recentemente para que 5.200 soldados dos EUA deixem o país, uma decisão que ainda não foi implementada pelo governo. Mas o Iraque está submerso há meses em um verdadeiro pântano político. /AP e EFE

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