Dez trabalhadores são seqüestrados em Bagdá

Dez trabalhadores de uma padaria do bairro de Kadamiya, no norte de Bagdá, foram seqüestrados hoje, enquanto as forças de segurança encontraram nove corpos com sinais de tortura na capital.Segundo fontes do Ministério do Interior, os padeiros deste bairro xiita foram seqüestrados por pistoleiros vestidos com roupa civil que chegaram ao local em seis carros. Nenhum grupo assumiu o seqüestro, que se soma às estatísticas de crimes cometidos contra xiitas ou sunitas no país.Os padeiros são freqüentemente atacados no Iraque, e os casos de seqüestros são explicados pela tentativa dos rebeldes de privar os iraquianos de seus meios de subsistência. A mesma lógica é usada quando atacam as redes de fornecimento de petróleo.O Ministério do Interior informou hoje que nove corpos com sinais de tortura foram encontrados nas últimas horas em diferentes bairros de Bagdá.O porta-voz do ministério, capitão Ahmed Abdallah, explicou que os corpos, ainda não identificados, estavam todos algemados e que as vítimas tinham sido torturadas antes de morrer.Também neste domingo, três civis ficaram feridos quando um morteiro caiu na Universidade Imame Sadeq, no bairro de Waziriya, ao norte de Bagdá.Ataques em RamadiOutra grande ação deste final de semana foi a de milhares de tropas dos Estados Unidos e do Iraque que conseguiram instalar diversos postos-avançados de controle no oeste de Bagdá como parte de uma operação para estabelecer o exército iraquiano na cidade sunita de Ramadi.Comandantes americanos informaram que a operação não é um ataque em grande escala da cidade, já relatórios de redes de televisão árabes afirmam que as forças de segurança internacionais estão fazendo uma ação parecida com uma outra feita em 2004 com a intenção de livrar Faluja de insurgentes.Dois grupos de veículos militares americanos e iraquianos fizeram um rápido confronto, neste sábado, com grupos de resistência, o embate ocorreu no sul da cidade de Ramadi. Os insurgentes dispararam dois morteiros contra as forças de segurança, mas não deixaram ninguém ferido.Autoridades militares afirmam que a ação é uma tática para "isolar" os insurgentes de receberem suprimentos ou reforços.atentados com bombas, carros-bomba e outros tipos de ataques de grupos rebeldes.Matéria atualizada às 9h50

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