Dezenas de milhares de palestinos reúnem-se em funerais

Dezenas de milhares de palestinos participaram de uma procissão funerária neste sábado em homenagem a sete pessoas assassinadas por soldados israelenses durante a semana. Seus líderes diziam que o levante contra Israel prosseguirá. Em Rafah, na Faixa de Gaza, duas meninas palestinas foram feridas em uma troca de tiros entre membros do Exército de Israel e pistoleiros palestinos. Uma garota de 4 anos foi ferida por pedaços de uma bomba atirada pelos israelenses; uma menina de 9 anos foi atingida na perna direita por uma bala, disse o doutor Radawn Al-Jiras, do Hospital de Rafah. Segundo a versão do Exército israelense, o tiroteio começou depois de palestinos terem jogado uma bomba de gasolina contra o soldados de Israel, sem deixar nenhum ferido. Na cidade cisjordaniana de Nablus, cinco palestinos assassinados na sexta-feira foram enterrados numa cerimônia coletiva. Cerca de 40 mil pessoas saíram às ruas, seguindo jipes da polícia e 30 homens armados que fizeram disparos para o alto em homenagem aos mortos. "Os mártires representam uma mensagem ao mundo de que o levante não acabará enquanto não recuperarmos nossa terra e a ocupação israelense não for concluída", disse à multidão Ali Faraj, ativista do movimento Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, em Nablus. Em Ramallah, os palestinos enterraram um jovem de 21 anos morto ontem, também em choques com as tropas israelenses, e um homem de 54 anos, vítima das lesões provocadas por um ataque de foguetes promovido por Israel, durante esta semana. Desde o início da mais recente onda de violência entre palestinos e israelenses - em 28 de setembro de 2000, depois de Ariel Sharon, hoje primeiro-ministro, ter visitado a Esplanada das Mesquitas, sagrada para judeus e muçulmanos -, 454 pessoas morreram, entre as quais 373 palestinos, 62 judeus israelenses e 19 de outras origens.

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