Dezenas de milhares protestam contra o governo na Síria

Dezenas de milhares de sírios saíram às ruas de Damasco hoje para exigir mais liberdade, disseram testemunhas, ao mesmo tempo em que líderes de oposição ao presidente Bashar Assad reunidos na Turquia defendiam uma frente unida para derrubar o governo.

AE, Agência Estado

16 de julho de 2011 | 19h48

Ontem, forças de segurança sírias mataram pelo menos 28 manifestantes na repressão aos maiores protestos realizados no país desde fevereiro, quando começaram as manifestações. Os números foram divulgados por ativistas contrários ao governo. Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas em diversas cidades da Síria ontem, mas foram repelidas com disparos e bombas de gás lacrimogêneo.

"O regime sequestrou o Estado inteiro e nós o queremos de volta", declarou Haitham al-Maleh, um dos mais destacados dissidentes sírios e um dos organizadores da conferência oposicionista realizada hoje em Istambul. Maleh, de 80 anos, passou muitos anos em prisões sírias por conta de seu ativismo político.

A repressão do governo aos manifestantes levou a condenações internacionais e sanções. Hoje, em visita à Turquia, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que Assad abalou as expectativas por reformas.

De acordo com os ativistas sírios, a repressão aos protestos já deixou mais de 1.600 mortos desde março. Damasco contesta o número de vítimas da repressão e atribui a turbulência interna a uma conspiração estrangeira. Segundo o governo sírio, extremistas religiosos, e não reformistas, estão por trás das manifestações. As informações são da Associated Press.

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