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Dezenas de ônibus deixam Alepo durante operações de desocupação

Segundo informações do Observatório Sírio de Direitos Humanos, cerca de 8,5 mil pessoas haviam abandonado região leste da cidade até sexta-feira

O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2016 | 07h52

BEIRUTE - Dezenas de ônibus que levavam pessoas do último distrito controlado por rebeldes em Alepo partiram para áreas insurgentes rurais fora da cidade nesta segunda-feira, 19, disseram um grupo que monitora a situação na região e uma autoridade da ONU.

As fontes informaram que 50 ônibus e 2 ambulâncias deixaram a zona rebelde, enquanto o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), sediado no Reino Unido, relatou que 65 ônibus deixaram a região levando cerca de 3,5 mil pessoas.

Enquanto isso, cerca de 500 pessoas chegaram a bordo de dezenas de ônibus a zonas sob o controladas por autoridades sírias em Alepo procedentes de Fua e Kefraya, na vizinha província de Idlib e rodeadas pela Frente da Conquista do Levante e por outras facções.

As operações de deslocamento foram possíveis graças ao acordo fechado entre Turquia, aliada dos rebeldes, Irã e Rússia, que apoiam o governo de Damasco, informou o OSDH.

A retirada de civis de Alepo começou na quinta-feira, mas foi suspensa no dia seguinte em meio a acusações entre as partes. Há dois dias, foi feito um novo pacto que incluía a retirada de pessoas de Fua e Kefraya, em troca do reatamento do processo em Alepo.

No domingo, a operação seria retomada, mas voltou a ser paralisada após a queima de ônibus que levariam pessoas de Fua e Kefraya por parte da facção radical Jund al Aqsa, vinculada à Frente da Conquista do Levante, segundo acusações de um motorista dos veículos. Até sexta-feira, cerca de 8,5 mil pessoas haviam abandonado a região localizada no leste de Alepo, de acordo com dados do OSDH.

O Conselho de Segurança da ONU votará nesta segunda-feira um novo projeto de resolução que propõe o envio de observadores a Alepo para supervisionar a saída de civis e rebeldes. Depois de longas negociações no domingo, os 15 membros do Conselho concordaram em votar a proposta às 12h (em Brasília). / REUTERS, EFE e AFP

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