Dezessete pessoas são condenadas pelos distúrbios em Lhasa

As primeiras sentenças judiciais relacionadas aos protestos variam entre três anos e prisão perpétua

Efe,

29 de abril de 2008 | 03h06

Dezessete pessoas foram condenadas a diversas penas "entre três anos e prisão perpétua" por sua responsabilidade nos atos violentos ocorridos em Lhasa, no Tibete, no dia 14 de março, informou nesta terça-feira, 29, a agência estatal chinesa Xinhua, que cita fontes judiciais da capital tibetana.   A sentença foi ditada pelo Tribunal Popular de Lhasa, que por enquanto não divulgou os nomes dos condenados ou mais detalhes sobre as sentenças, que não incluem penas de morte.   Fontes do tribunal consultadas pela Agência Efe assinalaram que não podiam divulgar no momento outras informações sobre as sentenças, e que novos dados seriam informados mais tarde pela Xinhua.   Trata-se da primeira sentença judicial relacionada aos protestos em Lhasa, nos quais, segundo o Governo chinês, morreram 19 pessoas (18 civis e um policial), enquanto os tibetanos no exílio alegam que a repressão policial das manifestações causou mais de 140 mortes.   Após os distúrbios de Lhasa, as autoridades chinesas prometeram ser "clementes" com os responsáveis que se entregassem nas horas posteriores.   Várias centenas de pessoas foram detidas pelo suposto envolvimento nestes protestos e em outros ocorridos em áreas de população tibetana em março, por isso são esperadas novas sentenças em breve.   Segundo o código penal chinês, as alterações graves da ordem que resultem em graves danos econômicos e perda de vidas humanas podem ser punidas com a pena de morte.   Texto ampliado às 4h30

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