Mohammed Salem/Reuters
Mohammed Salem/Reuters

Dia de protestos no mundo árabe deixa ao menos 6 mortos na Síria

Após preces, Exército volta a reprimir passeata contra Assad; no Iêmen, 3 pessoas morreram em atos contra presidente

, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2011 | 00h00

BEIRUTE

O Exército sírio voltou a abrir fogo ontem contra manifestantes contrários ao presidente Bashar Assad em diversas cidades do país. Ao menos seis pessoas morreram, de acordo com ativistas de direitos humanos ligados à oposição. A sexta-feira, dia de preces no mundo islâmico, foi de protestos também em outros dois países envolvidos na primavera árabe: o Iêmen, onde houve três mortes, e o Egito.

Das vítimas sírias, três foram mortas em Homs, duas em Damasco e uma nos arredores de Deraa. Desde o início dos protestos, 775 pessoas morreram no país. Em outras cidades sírias, como Banias e Deraa, ocupadas pelo Exército, os militares evitaram protestos ocupando mesquitas e praças.

Em Homs, ainda de acordo com ativistas, policiais vestidos de preto e milícias favoráveis a Assad foram os responsáveis pela repressão. Eles impediram os dissidentes de se reunirem na praça central. "Não gostamos de você", diziam os manifestantes, em referência a Assad. "Nem de você, nem de seu partido. Saiam!" Na capital, foram organizadas três passeatas, dispersadas rapidamente pela polícia síria.

Protestos. Milhares foram às ruas do Iêmen para pedir a saída do presidente do país, Ali Abdullah Saleh, no poder desde 1979. Ao menos três pessoas morreram e 15 ficaram feridas em Ibb, ao sul da capital Sanaa.

Houve confronto também em Taiz, terceira maior cidade iemenita. "Não desistiremos. Você lidera os corruptos", diziam os opositores. Em discurso, Saleh prometeu enfrentar os dissidentes. "Parem de brincar com fogo", ameaçou.

No Cairo, milhares de pessoas tomaram a Praça Tahrir, local dos protestos que culminaram com a queda do presidente egípcio Hosni Mubarak, para pedir unidade, após uma onda de violência sectária ter deixado 15 mortos no país.

Houve também manifestações de apoio à reconciliação entre os dois grupos palestinos Fatah e Hamas. Ainda ontem, a ex-mulher de Mubarak, Suzanne, foi presa, passou mal e teve de ser hospitalizada. /AP, NYT e AFP

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