Dia do Trabalho é dia de protestos pelo mundo

O Dia do Trabalho foi comemorado hoje em todo o mundo. Festas tradicionais, no entanto, ficaram prejudicadas. Foi o caso da China, onde milhões de pessoas renunciaram a participar dos festejos oficiais e tampouco quiseram viajar pelo país por medo da pneumonia asiática. Quem compereceu às festas, usou máscara. Todos os anos, a China dá dez dias de feriado para celebrar o 1º de maio. Este ano, em virtude da pneumonia, o feriado foi reduzido para cinco dias. O feriado em Cuba teve cunho político. O presidente do país, Fidel Castro, dicursou para uma multidão reunida na Praça da Revolução, em Havana. Usou o costumeiro tom de chefe revoluncionário: ?Em nome do milhão de cubanos aqui reunidos, faremos frente a todas as ameaças, não ceder diante de pressão alguma, estamos dispostos a defender a pátria e a revolução até a última gota de sangue?. Na França, milhares de trabalhadores marcharam para celebrar o 1º de maio e protestar contra a proposta do governo para o sistema previdenciário. A extrema direita fez uma marcha separada dos sindicatos, mas muito menor. A marcha dos trabalhadores franceses saiu de Paris e rumou para Strasburgo, próximo à Alemanha. Na Espanha, o líder sindical José María Fidalgo foi golpeado na cabeça por um manifestante, durante as celebrações do Dia do Trabalho em Madri. O manifestante que atingiu o sindicalista foi identificado como ex-trabalhador da Telefónica, que vive uma crise. Os trabalhadores da empresa dizem-se sentir abandonados pelo sindicato. O sindicalista foi atendido num hospital e passa bem. Nas ruas de Berlim, policiais e manifestantes se enfrentaram, deixando 29 policiais e um número desconhecido de manifestantes feridos. Cerca de 100 cidadãos foram presos pela desordem entre Berlim ocidental e oriental. E o premiê alemão Gerhard Schroeder foi recebido por assobios de manifestantes da confederação sindical alemã. Schroeder apresentou sua Agenda 2010, que prevê reformas no país. Ele enfrenta oposição de seu próprio partido, o SPD, e dos sindicatos. Milhares de russos se juntaram hoje em todo o país para as marchas e passeatas do Dia do Trabalho. Apesar de resquícios do tempo dos Sovietes as hiperbólicas comemorações do 1º de maio, pesquisas mostraram que para a maioria dos russos o dia de hoje significa mais um feriado do que uma data com conotação política. Mesmo assim, sindicalistas e trabalhadores marcharam sobre Moscou. As palavras de ordem mais ouvidas eram por salários melhores, maiores bolsas para estudantes e melhoria nos serviços sociais. Cerca de 30 pessoas foram presas em Istambul depois de participar das comemorações pelo 1º de maio. Uma manifestação não autorizada foi reprimida pela polícia anti-motim da Turquia. A rede de TV NTV mostrou imagens de policiais que batiam com bastões e puxavam manifestantes pelos cabelos. Vários ficaram feridos.

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