Diálogo com Coreia do Norte deve incluir questão nuclear, afirma Seul

Pyongyang propôs retomada das conversas para apaziguar as tensões entre os países vizinhos

Efe

09 de janeiro de 2011 | 15h26

SEUL - A Coreia do Sul insistiu neste domingo, 9, que qualquer conversa bilateral com a Coreia do Norte deve incluir discussões sobre o programa nuclear norte-coreano, após a oferta realizada no sábado pelo regime comunista para celebrar em breve um diálogo entre as duas nações.

 

Fontes oficiais sul-coreanas citadas pela agência local Yonhap indicam que o governo de Lee Myung-bak considera que qualquer diálogo bilateral com o vizinho do Norte deve abordar a "paralisação do desenvolvimento nuclear" norte-coreano.

 

Neste sábado, o regime de Kim Jong-il propôs a Seul realizar uma reunião antes de meados de fevereiro na cidade de Kaesong, na fronteira, para retomar o turismo a um complexo conjunto.

 

O comitê norte-coreano para a Reunificação Pacífica das Coreias reivindicou "a abertura rápida e incondicional das conversas entre as autoridades do Norte e do Sul", como ocorreu entre os dias 1º e 5 de janeiro.

 

A tensão entre as duas Coreias viveu um de seus piores momentos em décadas após o bombardeio da Coreia do Norte à ilha sul-coreana de Yeonpyeong, em 23 de novembro, que causou a morte de dois militares e dois civis. Desde então, as duas Coreias começaram uma dura troca de acusações que, no início de ano, deu passagem a posturas pacifistas dos dois lados.

 

No último dia 3 de janeiro, o presidente Lee disse a Coreia do Norte em seu discurso de Ano Novo que a porta ao diálogo "está aberta", embora tenha reiterado que é necessário um compromisso sério por parte de Pyongyang em direção a essas conversas.

 

O governo de Seul exige do regime de Kim Jong-il que demonstre intenções concretas de abandonar o programa nuclear. O regime norte-coreano realizou em 2006 e em 2009 testes nucleares subterrâneos a partir de plutônio que deram origem a sanções e um maior isolamento internacional.

 

Em 2009, a Coreia do Norte anunciou que estava "na última fase" para a obtenção de urânio enriquecido, utilizado para fabricar armas nucleares, e em novembro o cientista americano Siegfried Hecker confirmou os avanços do programa após uma visita ao país.

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