Diálogo de paz no Oriente Médio é 'mais vital que nunca', diz Obama

Presidente americano volta a pressionar palestinos e israelenses a retomar negociações

Associated Press

17 de maio de 2011 | 15h54

Para Obama, a Jordânia é fundamental para a paz no Oriente Médio.

 

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta terça-feira, 17, que "é mais vital que nunca" que palestinos e israelenses retomem as conversas de paz, pressionando ambos os lados para que se chegue a uma solução do conflito no Oriente Médio. As declarações de Obama foram feitas depois de uma reunião con o rei Abdullah II, da Jordânia, na qual o americano disse que continuaria a buscar "uma solução justa para um problema que tem perturbado a região há anos".

 

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O cenário na região, porém, não é dos mais favoráveis à retomada das negociações. A semana passada, o enviado especial de Obama ao Oriente Médio, George Mitchell, deixou seu cargo. Além disso, vários países da zona vivem revoltas populares contra seus governos linha-dura. Por último, Israel mostrou reprovação ao acordo firmado entre o Fatah e a facção palestina radical, o Hamas.

 

Obama disse ter discutido as mudanças na região com Abdullah, cujo país é tratado como um importante aliado nas negociações de paz. "Compartilhamos a visão de que apesar das várias mudanças estão ocorrendo na região, é mais vital que nunca que tanto israelenses quanto palestinos encontrem uma forma de retornar às conversas nas quais negociem um processo onde possam existir dois estados vivendo em paz", disse o presidente americano.

 

Apesar do apoio de Abdullah, que elogiou Obama por seu contínuo esforço no "núcleo da questão para a paz entre israelenses e palestinos", as negociações parecem longe de um recomeço. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao Parlamento de seu país que não acredita na possibilidade de uma Estado palestino se o Hamas integrar o governo, o que deve ocorrer com o acordo entre as facções palestinas.

 

Além disso, os palestinos pressionam a comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas (ONU) pelo reconhecimento do seu Estado, o que para Israel é considerado uma decisão unilateral que não contribuirá com a estabilidade da região. As lideranças palestinas devem ir à ONU em setembro pedir ao Conselho de Segurança do órgão que reconheça a criação do Estado Palestino.

 

As negociações estão paralisadas desde setembro do ano passado, quando Israel retomou a construção de assentamentos na Cisjordânia após uma breve moratória. Desde então, ambos os lados são pressionados a retomar as conversas, mas tanto palestinos quanto israelenses exigem concessões que a outra parte se recusa em ceder.

 

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