Diálogo entre Colômbia e ELN continua em Cuba

A quarta rodada diálogos entre o Governo da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN) continua nesta quinta-feira em Havana, a portas fechadas, disse à Efe uma fonte colombiana. A delegação do Governo da Colômbia é liderada pelo alto comissariado para a paz, Luis Carlos Restrepo, e a equipe do ELN por Erlington Chamorro, conhecido como "Antonio García", chefe militar da guerrilha. Os dois abriram, na sexta-feira, a rodada de contatos em um hotel da capital cubana com mensagens encorajadoras sobre o desenvolvimento das conversas. Na inauguração, ambas as partes manifestaram seus votos a favor de um avanço no diálogo para construir as bases de um futuro processo de paz. Em declarações à imprensa, Restrepo deixou claro que tinha "instruções claras" do presidente Álvaro Uribe para continuar avançando nas conversas com a segunda maior guerrilha da Colômbia. "A sociedade colombiana exige avanços e resultados; tanto o Governo quanto o ELN estão sendo positivamente pressionados pela sociedade colombiana, que está cansada da violência e de tanta dor e sofrimento", afirmou Restrepo.Pauta do encontro A agenda oficial do encontro inclui temas relacionados à participação internacional e da sociedade colombiana no processo, a ação política e a geração de um ambiente para a paz. "Acima do ELN e do governo há um país que espera a paz e que pede saídas efetivas para essa crise humanitária e de violência", disse o comandante guerrilheiro Antonio García na abertura da reunião, na sexta-feira. Por conta da reunião, grupos da sociedade civil colombiana - integrados por personalidades políticas, sociais, da Igreja Católica e de outras instâncias - estão em Havana. Eles tiveram encontros prévios durante esta semana com os delegados do ELN. Também estão presentes representantes da Suíça, da Noruega e da Espanha, países que acompanham as conversas de paz, assim como representantes dos Governos de Cuba e da Venezuela, que apóiam o processo. As conversas entre o Governo de Álvaro Uribe e o ELN em Havana começaram em dezembro do ano passado. Desde então, foram realizadas reuniões em fevereiro e em abril. Fundado em 1964 e com cerca de 5.000 integrantes, o ELN é a segunda força guerrilheira do país, depois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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