Diálogo entre Hamas e Fatah restaurou confiança, diz Senegal

Facções palestinas tiveram conversações em Dagar sob mediação do governo senegalês neste fim de semana

Reuters e Efe

08 de junho de 2008 | 11h42

As conversações realizadas entre o Fatah e o Hamas na capital senegalesa, Dacar, neste fim de semana, restauraram "um ambiente de confiança e respeito mútuos" entre as duas facções palestinas, diz um comunicado assinado por ambas as partes neste domingo, 8, enviada pelo governo do Senegal. O presidente senegalês, Abdoulaye Wade, presidente da Organização da Conferência Islâmica, ofereceu-se em março para mediar entre os dois partidos, que entraram em choque um ano atrás quando combatentes islâmicos do Hamas assumiram o poder na Faixa de Gaza, afastando o Fatah. Um comunicado divulgado após as conversações, que começaram na sexta-feira, disse que o Senegal vai retomar o contato com ambos os lados para organizar reuniões futuras com o objetivo de "reconciliar a família palestina". "Os representantes palestinos ... agradecem o mediador por ter conseguido restaurar um ambiente de confiança e respeito mútuos que lhes permitiu discutir os interesses fundamentais do povo palestino", diz o comunicado assinado por Hikmat Zeid, representando o Fatah, Emad Khalid Alamy, pelo Hamas, e o ministro das Relações Exteriores do Senegal, Tidiane Gadio. A agência estatal de notícias do Senegal, APS, informou no sábado que Wade teve encontros individuais com as delegações palestinas. A mediação aconteceria em sete estágios, segundo um porta-voz presidencial.   O líder senegalês retomará o contato com os líderes dos dois movimentos para os próximos encontros, menciona o comunicado que dá mais detalhes sobre a mediação. As duas partes assinaram um acordo por meio do qual se comprometem a comparecer às próximas reuniões.O Hamas pôs fim em 2006 a mais de 40 anos de domínio do Fatah, com uma vitória nas eleições parlamentares. Em junho de 2007, combatentes do Hamas expulsaram as forças do Fatah da Faixa de Gaza e assumiram o controle do território.

Mais conteúdo sobre:
SenegalHamasFatah

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.