Diálogo para governo do Zimbábue é paralisado, dizem oficiais

Integrantes das negociações dizem que representantes de Mugabe deixaram a África do Sul, mediadora da crise

Associated Press e Reuters,

28 de julho de 2008 | 13h47

Oficiais que integram as negociações para a formação do governo compartilhado entre o governo e a oposição do Zimbábue afirmaram nesta segunda-feira, 28, que as conversas foram interrompidas.  Membros do partido do governo e do opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC) estavam na África do Sul para discutir a formação de um governo de união nacional que permitiria que o país saia da crise política. Dois oficiais, que falaram sob anonimato porque os partidos concordaram em não dar detalhes das negociações para a imprensa, disseram que os representantes do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, estão retornando ao país nesta segunda. Outro oficial, no Zimbábue, disse que os dois negociadores - o ministro da Justiça Patrick Chinamasa e Nicholas Goche, ministro da Administração Pública - podem estar voltando ao país para consultar Mugabe sobre o seu mandato. Ele afirmou que ainda não está claro se as discussões entraram em recesso ou foram interrompidas e que o líder opositor, Morgan Tsvangirai, deixou o país, também nesta segunda, para encontrar com os seus representantes em Pretória, na África do Sul. O partido de Mugabe e duas facções do MDC deram início a negociações mediadas pela África do Sul a fim de criar um governo de unidade nacional capaz de superar o impasse em torno da vitória de Mugabe no segundo turno da eleições, no dia 27 de janeiro. A oposição diz que 120 de seus simpatizantes foram mortos e que muitos outros foram torturados ou espancados desde o primeiro turno das eleições, no dia 29 de março, que Tsvangirai venceu, mas no qual não conseguiu conquistar um número suficiente de votos para evitar um segundo turno. Mugabe culpa a oposição pela onda de violência.

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