Sebastian Kahnert/DPA via AP
Sebastian Kahnert/DPA via AP

Diamantes de valor incalculável são roubados em museu na Alemanha

Pelo menos dois ladrões conseguiram entrar no Grünes Gewölbe (Abóbada Verde), em Dresden, de onde levaram três ornamentos com diamante e rubi; local possui uma das maiores coleções de joias antigas da Europa

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2019 | 11h07

BERLIM - Três ornamentos com diamante e rubi de valor incalculável foram roubadas nesta segunda-feira, 25, em um museu em Dresden, no leste da Alemanha, informou sua diretora, Marion Ackermann

Pelo menos dois ladrões conseguiram entrar no museu - cujo sistema de alarme deixou de funcionar após um transformador elétrico ser incendiado - pouco antes das 5h00 (1h00 em Brasília) e roubar três peças do século 18, fugindo em seguida, disseram investigadores à imprensa.

As joias faziam parte do chamado Museu Grünes Gewölbe (Cofre Verde, em tradução livre), localizado em um castelo da cidade e que contém uma das coleções mais importantes de tesouros da Europa

Pouco antes do roubo, um incêndio destruiu um transformador elétrico perto do museu, interrompendo o sistema de alarme. Os investigadores, no entanto, ainda não vincularam os dois eventos. 

A diretora não pôde fornecer uma estimativa quantificada do prejuízo. "Não podemos reduzir a um valor porque as peças não estão à venda", disse Marion, acrescentando, no entanto, que o valor histórico e cultural dos três conjuntos era inestimável. 

Segundo as autoridades dos museus da cidade, os ornamentos roubados eram "parte do patrimônio cultural do mundo". Construído no século 16, o museu possui uma das maiores coleções de joias antigas da Europa, incluindo peças únicas de ourives, pedras preciosas, porcelanas, esculturas de marfim ou âmbar, bronzes ou outras pedras preciosas. 

Parte do museu, um das mais antigos da Europa, foi destruída durante a 2ª Guerra no bombardeio dos Aliados de 13 de fevereiro de 1945. O local foi reconstruído no pós-guerra.

O Exército Vermelho havia apreendido uma parte das obras, levadas à União Soviética, antes de serem repatriadas em 1958 para Dresden, uma das principais cidades da antiga República Democrática Alemã (RDA), a Alemanha Oriental. / AFP

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