REUTERS/Stringer
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Diana se encontrou apenas 13 vezes com Charles antes do casamento

Pressionado a se casar, príncipe pediu a mão da Lady Di relativamente rápido, e o que era para ser um conto de fadas acabou em uma ruptura amarga

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2017 | 10h52

LONDRES - Desde seu compromisso com o príncipe Charles, quando ainda era uma adolescente, até seu papel como mãe afetuosa, ativista e personalidade mundial, a vida de Diana e seu trágico fim continuam encantando o mundo todo.

Jovem, bonita e divertida, Diana exibia informalidade e jovialidade quando se casou com o herdeiro do trono britânico, em 1981, aos 20 anos, depois de um romance apresentado pelo Palácio e a imprensa como um conto de fadas.

Mas a amarga ruptura da sua relação com Charles, cujos detalhes íntimos foram revelados nos jornais de todo o mundo, sacudiu as bases da monarquia, assim como as suas próprias.

A imagem de Diana que permanece na memória de muitos é a da extraordinária entrevista de 1995 em que a princesa relevou seus sentimentos sobre o romance de seu marido com Camilla Parker Bowles e sua própria aventura extraconjugal.

A forma como revelou os segredos, deixando a monarquia desconfortável e lançando dúvidas sobre a habilidade de Charles de ser rei, horrorizou as classes dominantes e o poder britânico.

Mas aos olhos de muitas pessoas comuns, seus problemas só a tornaram ainda mais popular e querida. "Como Marilyn Monroe, está congelada no tempo. Ela era como uma criatura trancada em um pedaço de âmbar. Lá para sempre, bonita, jovem, vulnerável e danificada", disse a biógrafa da família real Penny Junor.

Encontros

Nascida no dia 1.º de julho de 1961, Diana cresceu em uma família aristocrata com laços com a monarquia. Seu pai trabalhou para o rei George VI e para a rainha Elizabeth II. Cresceu com três irmãos, cuja infância foi marcada pela separação, também conflitiva, dos seus pais.

Deixou a escola aos 16 anos sem obter o diploma do ensino médio, e terminou os estudos depois, na Suíça, antes de começar a trabalhar em uma creche de Londres.

A partir do momento em que se relacionou com o príncipe Charles, sua vida mudou drasticamente. Ele estava sob pressão para se casar, e aos 32 anos pediu a mão de Diana - talvez cedo demais. Ela contou que só tinha se encontrado com Charles 13 vezes antes do casamento.

Mas Diana rapidamente cumpriu seu dever de princesa, dando à luz o primogênito, William, um ano após o casamento, e Harry, dois anos depois.

A princesa se mostrou uma mãe extrovertida e carinhosa, longe da sobriedade da sua sogra. Tinha estilo ao se vestir e estava comprometida com a defesa de portadores de hanseníase e aids, aos quais estendia a mão, quebrando tabus.

Sob a superfície, porém, escondiam-se os primeiros problemas: a bulimia, as dúvidas, tudo piorado pela sensação de que seu marido não a amava e o resto da família real não se importava.

Os rumores de que o casamento passava por problemas surgiram em 1992, graças a um livro revelador de Andrew Morton, que recebeu a bênção estratégica da própria princesa. O ano terminou com o anúncio polêmico da separação.

Diana cruzou a linha com sua entrevista de 1995 no programa da BBC "Panorama", admitindo seu romance com o major James Hewitt, criticando a família real e questionando a aptidão de Charles para ser rei. Pouco depois, a rainha escreveu ao casal pedindo que se divorciassem.

Em 28 de agosto de 1996, o divórcio foi oficializado e Diana foi despojada do título de Sua Alteza Real. O conto de fadas tinha acabado.

“Coração do povo”

Ainda princesa, Diana permaneceu sob os holofotes. Encontrou um novo amor em Dodi Al-Fayed, filho do empresário bilionário Mohamed Al-Fayed, que morreu com ela no dia 31 de agosto de 1997, quando seu carro colidiu em um túnel de Paris enquanto fugiam de paparazzi.

A expressão pública de luto foi enorme. As pessoas depositaram milhões de flores na entrada de sua casa, o Palácio de Kensington, e milhares se reuniram nas ruas de Londres para seu funeral.

Grande parte da raiva popular sobre sua morte foi dirigida à família real, alimentada pela recusa inicial da rainha de retornar a Londres para cumprimentar as multidões. Além disso, houve uma onda de republicanismo.

Duas décadas depois, o apoio público à monarquia é muito forte. Charles e Camilla parecem reabilitados, mas sua popularidade provavelmente nunca se igualará à de Diana, que se propôs ser, em suas próprias palavras, a "rainha do coração do povo". / AFP

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