JUSTIN TALLIS / AFP
JUSTIN TALLIS / AFP

Diante de novo surto de covid-19, Inglaterra pode impor confinamentos prolongados

Segundo o ministro da Saúde, preocupação decorre da chegada do inverno; governo avalia novas restrições como o contato entre pessoas de diferentes famílias

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2020 | 12h11

LONDRES - O governo britânico avalia impor novas restrições na Inglaterra, como "confinamentos locais prolongados", diante do novo surto de covid-19 no inverno, informou o ministro da Saúde neste sábado, 29. Há a possibilidade de que o vírus cause 85 mil mortes, segundo o relatório. 

"Os casos estão aumentando novamente e teremos que recorrer a confinamentos locais prolongados a nível nacional. Não descartamos (a possibilidade), embora não queiramos que aconteça", explicou Matt Hancock ao The Times.

Segundo o ministro da Saúde, uma segunda onda é "evitável", mas "não é fácil". É possível que "tenhamos uma forte gripe e haja um aumento do coronavírus à medida que as pessoas passam mais tempo dentro de casa", ressaltou. 

O Reino Unido, região europeia mais atingida pela pandemia, registra cerca de 41.500 mortos e mais de 331 mil casos. Cada uma das nações, como Inglaterra e Escócia, estabelece suas próprias medidas para combater a doença.

Segundo relatório do comitê científico que assessora o governo, divulgado na noite da sexta-feira 28 pela BBC, a covid-19 pode causar a morte de 85 mil pessoas no Reino Unido entre julho de 2020 e março de 2021, "no pior dos cenários".

Esse documento, que admite a "grande incerteza" em torno dos seus dados, indica que as restrições podem ser retomadas, por exemplo ao nível dos contatos entre pessoas de famílias diferentes. As escolas, porém, permaneceriam abertas. / AFP

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