Jorge Silva / Reuters
Jorge Silva / Reuters

Diante do mau tempo, Indonésia pede que população evite costa por onde passou tsunami

Tempestades continuam a prejudicar a região, o que pode desencadear novos deslizamentos de terra e mais ondas gigantes

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2018 | 12h51

CARITA, INDONÉSIA - Autoridades da Indonésia pediram à população e aos turistas que evitem a costa por onde passou o tsunami que matou ao menos 430 pessoas no fim de semana. As ondas gigantes que se seguiram após a erupção do vulcão Anak Krakatoa (“Filho de Krakatoa”) devastaram as comunidades do Estreito de Sunda na noite de sábado, 22.

A erupção é considerada a causa de deslizamentos de terra no vulcão, aparentemente em sua encosta e debaixo d’água, deslocando as massas de água que invadiram as ilhas de Java e Sumatra.

A Agência de Meteorologia, Geofísica e Climatologia da Indonésia pediu às pessoas que fiquem ao menos 500 metros da costa ao longo do Estreito, que está localizado entre as duas ilhas.

O órgão monitora as erupções do Anak Krakatoa enquanto as tempestades continuam a prejudicar a região, informou a líder da agência, Dwikorita Karnawati. “Todas essas condições têm potencial para causar deslizamentos de terra nas montanhas, e tememos que isso possa desencadear um tsunami”, explicou ela em uma entrevista coletiva. Dwikorita pediu que as comunidades permanecem em alerta e não entrem em pânico.

Mau tempo

Equipes de resgate do país enfrentaram chuvas intensas nesta quarta, 26, para chegar a áreas remotas do litoral oeste de Java em meio a um alerta de “condições climáticas extremas”. Temporais assolaram vilarejos de pescadores ao longo da costa, cobrindo estradas de lama e atrasando comboios que levam máquinas pesadas e ajuda a áreas isoladas.

Nuvens de cinzas emanam do vizinho Anak Krakatoa, quase obscurecendo a ilha vulcânica. A agência de meteorologia disse que o clima ruim pode fragilizar a cratera do vulcão.

De acordo com o balanço mais recente, há 430 mortos e ao menos 159 pessoas estão desaparecidas. Quase 1,5 mil ficaram feridas e mais de 21 mil foram levadas para terrenos mais elevados. Um estado de emergência vigorará até o dia 4 de janeiro. / AP e REUTERS

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