Burhan Ozbilici/AP
Burhan Ozbilici/AP

Dias de Bashar Assad no poder estão contados, afirma Turquia

Alerta de Ancara ocorre após forças da Síria atacarem ônibus de peregrinos turcos perto de Homs

Agência Estado

21 de novembro de 2011 | 15h23

ANCARA - A Turquia advertiu nesta segunda-feira, 21, o presidente da Síria, Bashar Assad, que ele não pode continuar a oprimir seu povo com tanques e armas para sempre. O alerta do governo turco ocorre após três ônibus que transportavam cidadãos turcos terem sido atacados a tiros perto de Homs, na Síria central.

 

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Os ataques a tiros deixaram dois cidadãos turcos feridos e parecem ter sido uma retaliação do regime sírio às críticas e ameaças de sanções de Ancara a Damasco. Mas ainda não está totalmente claro se foram soldados regulares ou desertores que atiraram nos ônibus. O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse a Assad que os dias dele no poder estão contados.

 

"Você pode ficar no poder com tanques e armas até um certo ponto. Mais cedo ou mais tarde, os oprimidos irão vencer", disse Erdogan durante uma conferência religiosa em Istambul. Erdogan denunciou novamente o uso da brutalidade do regime contra "aqueles na Síria que desejam apenas uma vida decente", disse à agência France Presse (AFP). Segundo ele, "nós nunca consideraremos algo humano as matanças dos sírios com tanques e canhões".

 

A Turquia permitiu que milhares de civis sírios se refugiassem na sua província de Hatay, que confina com a província síria de Idlib. O governo turco também permitiu que centenas de soldados desertores encontrassem abrigo na Turquia.

 

Um desses militares desertores é o coronel Riad al-Asaad, que afirma comandar o Exército Livre da Síria, uma força militar de desertores que supostamente teria milhares de combatentes em território sírio e na Turquia. Nesta segunda-feira, o coronel Riad negou que seus combatentes tenham lançado um ataque sem precedentes contra a sede do Partido Baath, do governo, em Damasco.

 

"Nós não atacamos nenhum prédio civil, mesmo do Partido Baath, e jamais faremos isso", disse Riad, que culpou o governo do presidente sírio pelas acusações.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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