AFP PHOTO/JEWEL SAMAD
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Dias de passividade do povo judeu acabaram, diz Netanyahu

Um dia depois de o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, declarar, no mesmo plenário, que a Palestina não seguirá mais os termos dos acordos com Israel, premiê israelense disse estar disposto a negociar

O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 13h32

Em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, o primeiro-ministro do Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira, 1º, que os dias em que povo judeu permaneceu "passivo diante dos inimigos genocidas acabaram" e seu país fará de tudo para se defender. Bibi usou grande parte de seu discurso para criticar o acordo entre as potências internacionais e o Irã sobre o programa nuclear iraniano e como ele representa uma ameaça a Israel. "Se o Irã estivesse trabalhando para destruir o país de vocês, talvez vocês não estivessem celebrando tanto esse acordo."

Um dia depois de o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, declarar, no mesmo plenário, que a Palestina não seguirá mais os termos dos acordos com Israel, Netanyahu disse estar pronto para negociar "imediatamente, e sem pré-condições" com os palestinos. No entanto, afirmou, eles se recusam a negociar ou reconhecer o Estado de Israel.  

Netanyahu insistiu que o acordo com o Irã é uma ameaça não apenas para Israel, mas para todos os países e disse que o pacto não trará a paz. "Torna a guerra mais provável", afirmou.  Netanyahu, citando uma frase que o líder-supremo do Irã, Ali Khamenei, teria dito cinco dias depois da assinatura do acordo com o P5+1 diz que os "Irã continuará sendo inimigo dos EUA". "Eu gostaria de dizer que esse acordo vai evitar que o Irã tenha armas nucleares, mas não posso fazer".

"Se o Irã quer ser tratado como um país, terá de agir como um país normal. Mas com esse acordo, o Irã será tratado como um país normal, mesmo sendo uma teocracia", disse Netanyuahu, reforçando que Israel tem nos EUA seu principal aliado. Bibi disse acreditar que os países do P5+1 tinham boas intenções ao negociar com o Irã, mas "as melhores intenções não previnem os piores resultados". "Este acordo com o Irã é um acordo muito ruim e vemos o mundo celebrando esse acordo ruim."

 

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