AFP PHOTO / www.cubadebate.cu
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Díaz-Canel promete continuidade ao assumir como presidente de Cuba

Raúl Castro diz que ficará no comando do Partido Comunista até 2021 e novo presidente será também seu sucessor

O Estado de S.Paulo

19 Abril 2018 | 15h29

HAVANA - Miguel Díaz-Canel assumiu o posto de presidente de Cuba na manhã desta quinta-feira, 19. Ele prometeu manter o sistema comunista do país e reformar a economia gradualmente. O funcionário público de 57 anos afirmou que Raúl Castro permanece como chefe do Partido Comunista, a autoridade suprema do país.

Os 12 anos de mandato de Castro terminaram pouco antes da 9 horas da manhã, quando o chefe da comissão eleitoral do país anunciou que 604 dos 605 membros da Assembleia Nacional haviam aprovado Díaz-Canel como o único candidato. Após o anúncio, Castro e Díaz-Canel subiram ao palco, se abraçaram e o ex-presidente voltou a se sentar. Raúl disse que ficará no comando no partido até 2021.

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"O povo deu a esta assembleia o mandato para dar continuidade à Revolução Cubana durante um momento crucial e histórico que será definido por tudo o que conquistarmos na modernização do nosso modelo social e econômico", disse o novo presidente. Ele ressaltou que Cuba está, como sempre, preparada para negociar com os Estados Unidos, mas sem ceder a nenhuma das exigências de Washington por mudanças internas.

Díaz-Canel afirmou que vai seguir o plano de 12 anos estabelecido pela Assembleia Nacional e o Partido Comunista. O projeto tem como objetivo permitir um crescimento moderado das empresas privadas, enquanto mantém importantes setores da economia nas mãos do Estado. Castro assistiu ao discurso da audiência, mas Díaz-Canel deixou claro que irá se submeter ao homem que, junto do irmão Fidel, fundou e governou por seis décadas um dos últimos governos comunistas do mundo.

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"Eu confirmo a esta assembleia que Raúl Castro, como primeiro secretário do Partido Comunista, vai liderar as decisões sobre o futuro do país", disse. "Cuba precisa dele, fornecendo ideias e propostas para a causa revolucionária, nos orientando e alertando sobre qualquer erro ou deficiência, nos ensinando, e sempre pronto para confrontar o imperialismo." / AP

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