Dilma analisará carta de deputada sobre situação de Sakineh

Em mensagem, Zore Elahian dá a entender, de maneira confusa, que a condenação à forca havia sido suspensa, mas o Poder Judiciário iraniano nega a anulação da pena de morte

Efe,

18 de janeiro de 2011 | 01h59

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff analisará nesta terça-feira, 18, o conteúdo da carta enviada pela deputada iraniana Zore Elahian sobre a situação de Sakineh Ashtiani, a mulher condenada à morte no país asiático, informou uma fonte oficial.

 

Dilma e o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, se reunirão na terça para ler e analisar a carta que foi recebida pelo Ministério das Relações Exteriores na segunda-feira, 17, divulgou a Agência Brasil.

 

A emissora de televisão iraniana PressTV e a agência de notícias Isna citaram a carta de Elahian, presidente da Comissão de Direitos Humanos no Parlamento iraniano, na qual a deputada dá a entender, de maneira confusa, que a condenação à forca havia sido suspensa.

 

Apesar disso, o procurador-geral do Estado e porta-voz do Poder Judiciário iraniano, Gholam Hussein Mohseni Ejei, negou a suspensão da pena de morte imposta à mulher.

 

Em declarações à agência de notícias estatal Irna, Ejei insistiu que o processo ainda está em curso e que não houve novidades.

 

Sakineh Ashtiani, de 43 anos, foi condenada em 2006 à morte por lapidação por suposto adultério e à forca pela acusação de ter colaborado no assassinato do seu marido, com a ajuda do amante, em 2004.

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