Dilma critica possível ação contra o Irã

A presidente Dilma Rousseff aproveitou a reunião que teve com o premiê britânico, David Cameron, ontem, para criticar as ameaças de ataque ao Irã em razão do programa nuclear do país. Ela reforçou ao britânico a oposição brasileira a qualquer "intervenção unilateral".

LISANDRA PARAGUASSU , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2012 | 03h05

"Qualquer iniciativa desse tipo constituiria uma violação da Carta da ONU, com graves consequências para o Oriente Médio", afirmou Dilma. "O Brasil reconhece na ONU - e eu reiterei isso para o primeiro-ministro e nós concordamos - o principal centro de governança global e valorizamos o multilateralismo, a solidariedade e o direito internacional", completou, aproveitando para repetir a defesa de uma reforma do Conselho de Segurança, órgão no qual o Brasil almeja um assento permanente.

Como em seu discurso em Nova York, há três dias, Dilma também condenou a hipótese de uma intervenção militar na Síria e defendeu uma solução negociada entre rebeldes e regime. Na ONU, a presidente chegou a condenar abertamente o governo de Bashar Assad, responsável direto pela violência em que o país está mergulhado, segundo ela.

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