Dilma defende abrigo a Zelaya na Embaixada do Brasil

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu hoje que o Brasil continue a abrigar o presidente Manuel Zelaya na embaixada brasileira em Honduras. "Não temos de opinar se gostamos ou não da presença de Zelaya na embaixada brasileira", disse após participar da cerimônia de abertura da Semana Imobiliária, no Parque de Exposições do Anhembi, na capital paulista. "A embaixada é território brasileiro. Não acredito que ninguém civilizado vá propor que você entregue quem pediu asilo."

CAROLINA FREITAS, Agencia Estado

24 de setembro de 2009 | 16h56

Embora a ministra fale em asilo, nem Zelaya pediu asilo político nem o governo brasileiro definiu a situação do presidente deposto desde que ele voltou ao país e entrou na embaixada. Dilma lembrou ainda que dirigentes brasileiros receberam asilo político de outros países ao serem perseguidos pela ditadura militar, nos anos 60 e 70. "A gente tem de ter muito respeito por ele", disse, em referência a Zelaya. O presidente hondurenho refugiou-se na embaixada do Brasil em Tegucigalpa na segunda-feira (21).

Zelaya foi deposto em um golpe militar em 28 de junho quando tentava aprovar um referendo para alterar a Constituição do país. Oposicionistas afirmam que ele buscava realizar alterações inconstitucionais para permanecer no poder. O presidente de fato, Roberto Micheletti, pressiona o governo brasileiro a entregar o presidente deposto.

FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que, após consultar os países integrantes, a instituição decidiu continuar a reconhecer o presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, como chefe do governo hondurenho. "Nas últimas semanas, o FMI consultou os seus membros através dos diretores executivos", disse a instituição em comunicado. "Baseado nesta consulta, o FMI determinou que continuará a reconhecer o governo do presidente Zelaya como o governo de Honduras". Com informações da Dow Jones.

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