Dilma defende diálogo contra tensões internacionais

Em mais um aviso à comunidade internacional de que o Brasil não abre mão de ser protagonista na solução de tensões mundiais, a presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que o País se situa à margem dos esquemas hegemônicos de poder. "Não somos mandatários de grandes potências, nem prisioneiros de preconceitos que opõem civilizações", enfatizou. "Com espírito aberto e construtivo, procuramos abrir caminhos que conduzem ao diálogo, pois é dele que advém o entendimento e a paz".

VANNILDO MENDES, Agência Estado

17 de maio de 2011 | 17h34

Dilma deu a declaração ao fazer discurso de saudação, seguido de brinde, ao primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, que visita o Brasil com a mulher, Filippa, e comitiva de empresários. A presidente ressaltou a parceria estratégia do Brasil com a Suécia na produção de biocombustíveis e lembrou que, no campo político, os dois países concordam com a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU). "Buscamos o fortalecimento das Nações Unidas como o grande fórum internacional para harmonização de interesses e instrumento para conter as tensões mundiais", afirmou.

Ainda em recuperação da pneumonia que a acometeu há algumas semanas, Dilma não quis dar entrevista e se manteve à distância da imprensa. "Estou numa fase de não quebra-queixo", disse ela, bem humorada, ao recusar o chamado dos repórteres. Após o brinde, Dilma foi para a residência oficial do Palácio da Alvorada, onde tem permanecido a maior parte do tempo nessa fase de recuperação.

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