Dilma lamenta ataques na Noruega

Líderes mundiais enviam mensagens de condolências às vítimas atentados

BBC

22 de julho de 2011 | 19h00

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff divulgou nota nesta sexta-feira, 22, lamentando os ataques que deixaram pelo menos 17 mortos na Noruega, durante uma explosão na sede do governo e em um tiroteio em um acampamento de jovens. Outros líderes mundiais expressaram repúdio pelo episódio.

 

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Dilma disse que "foi com profunda consternação" que recebeu "a notícia dos atentados". "Gostaria de estender, em nome do governo e do povo brasileiros, nossos sinceros sentimentos de pesar e solidariedade ao reino da Noruega e às famílias das vítimas", disse a presidente.

O Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) também condenou "com veemência os atentados". Em nota, disse que "o governo brasileiro reitera seu mais enérgico repúdio a todas as formas de violência contra populações civis e representantes do poder público".

Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama disse que os atentados demonstram a importância de uma cooperação global na luta contra o extremismo. "É uma advertência sobre como toda a comunidade internacional tem responsabilidade em impedir esse tipo de terror de acontecer", disse o presidente, em Washington, durante encontro com o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key.

"Temos de cooperar em termos de inteligência e de prevenção desse tipo de ataques horríveis", disse Obama, que esteve em Oslo em 2009 para receber o Prêmio Nobel da Paz.

Caça aos assassinos

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse ter ficado "indignado" aos saber dos ataques e da morte de tantos inocentes. "Meus pensamentos estão com os feridos e com aqueles que perderam parentes e amigos. E tenho certeza que todos os britânicos estão se sentindo da mesma maneira", disse Cameron.

"Telefonei para o premiê (norueguês) Stoltenberg para expressar minhas sinceras condolências e para oferecer ajuda da Grã-Bretanha, inclusive por meio de cooperação dos nossos departamentos de inteligência. Vamos trabalhar com a Noruega para caçar os assassinos e impedir a morte de mais inocentes."

Já o presidente francês, Nicolas Sarkozy, qualificou os ataques de "atos odiosos e inaceitáveis". "Nesse momento dramático, quero expressar minha solidaridade e a de todo o povo francês à Noruega."

'Atrocidade'

O ministro do Exterior britânico, William Hague, qualificou o ataque em Oslo de "horrível". "A Grã-Bretanha está lado a lado com a Noruega e todos os nossos aliados internacionais frente a tais atrocidades. Estamos comprometidos a trabalhar incessantemente com eles para combater a ameaça do terrorismo em todas as suas formas."

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, também se manifestou sobre o atentado, chamando o ataque de "covardia", de acordo com a agência de notícias AFP. "Estou profundamente abalado pelas explosões na tarde de hoje (sexta-feira) em Oslo que mataram várias pessoas inocentes e deixaram muitas outras feridas", disse Van Rompuy em uma declaração divulgada na tarde desta sexta-feira.

Van Rompuy afirmou também que condena o que chamou de "atos de covardia, para os quais não há justificativa".

Promoção da paz

Além de Van Rompuy, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, também afirmou que o ataque não foi "algo que se espera na Noruega, geralmente associada com a paz interna e a promoção da paz em outros países".

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que o incidente desta sexta-feira em Oslo foi um "ato hediondo". Cerca de 500 soldados noruegueses fazem parte das forças internacionais lideradas pela Otan no Afeganistão, e dez noruegueses morreram em operações no país.

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