Dilma levará antecessores a funeral de Mandela

Lula, FHC e Sarney aceitam convite e Collor tende a também integrar comitiva que participará de missa em Johannesburgo

Rafael Moraes Moura, Ricardo Della Coletta e Débora Álvares / BRASÍLIA,

07 de dezembro de 2013 | 13h45

A presidente Dilma Rousseff decidiu convidar seus antecessores para acompanhá-la em viagem a Johannesburgo, onde será celebrada uma missa em homenagem ao líder sul-africano Nelson Mandela, morto aos 95 anos na quinta-feira após uma infecção pulmonar.

José Sarney (PMDB-AP), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmaram a ida. Segundo o 'Estado' apurou, o senador Fernando Collor (PTB-AL) também integrará a comitiva brasileira. Eles participarão de uma solenidade prevista para ocorrer na terça-feira no Estádio FNB (Soccer City), que deve reunir um dos maiores contingentes de autoridades estrangeiras da história. São esperados chefes de Estado de todo o mundo.

O roteiro do Palácio do Planalto prevê que uma aeronave da Força Aérea Brasileira saia de Brasília segunda-feira, 9, de manhã, já com Sarney e Collor, rumo a São Paulo, onde embarcará Lula. De São Paulo, o grupo segue para Rio de Janeiro, onde se encontra com Dilma, que participa de evento promovido pela Bill Clinton Global Initiative no Copacabana Palace. Fernando Henrique Cardoso também embarca no Rio com a comitiva presidencial.

Será a primeira vez que Dilma, Lula, FHC, Collor e Sarney estarão em um mesmo evento desde que foi instalada a Comissão da Verdade, em cerimônia no Palácio do Planalto em maio de 2012. A última viagem internacional de ex-presidentes ocorreu em abril de 2005, quando Lula, FHC, Itamar Franco e Sarney estiveram juntos para participar do funeral do Papa João Paulo II.

Em novembro de 1996, FHC fez a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro à África do Sul, sendo recebido pelo então presidente Mandela. O ex-presidente afirmou, na sua página pessoal no Facebook, que Mandela foi "o mais impressionante" entre todos os líderes que conheceu.

"Com a morte de Nelson Mandela perdemos o maior símbolo vivo da luta pela dignidade humana, pela liberdade e pela democracia. Sua altivez, seu antirracismo e sua generosidade ajudaram decisivamente a terminar com o apartheid na Africa do Sul", disse FHC.

Em nota divulgada à imprensa, Lula afirmou que Mandela é "um exemplo de determinação, de perseverança e de quanto é importante a disposição para o diálogo entre os homens".

A presidente decretou sete dias de luta pela morte de Mandela, conforme decreto publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União de sexta-feira, 6. Em nota, lamentou a morte de Mandela, a "personalidade maior do século 20". A ida à missa na África do Sul fez o Palácio do Planalto cancelar três eventos previstos para o início da semana em Belo Horizonte, Porto Velho e Ji-Paraná.

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