Dilma manifesta apoio à reeleição de Ban Ki-moon

Na reunião de cerca de uma hora que manteve com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff manifestou apoio à sua reeleição ao mesmo cargo no organismo internacional. No encontro, Dilma expressou também desejo do governo brasileiro de que haja maior participação de cidadãos de países em desenvolvimento em cargos em órgãos da ONU e de brasileiros, em particular. As informações foram prestadas pelo porta-voz do Planalto, Rodrigo Baena Soares.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

16 de junho de 2011 | 20h57

Ban Ki-moon, por sua vez, destacou a liderança de Dilma, em questão de gênero, e lembrou que a presidente será a primeira mulher a abrir o debate da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, em setembro. O Brasil sempre abre este debate geral.

A presidente Dilma agradeceu também o fato de o secretário-geral ter recebido José Graziano, candidato do Brasil ao posto de diretor-geral da FAO, que é o órgão da ONU para alimentação e agricultura. Ban Ki-moon lembrou que, embora não tenha participação no processo de escolha do diretor da FAO, afirmou achar Graziano um excelente candidato.

Na conversa, Ban Ki-moon elogiou ainda a atuação do Brasil no Haiti, onde coordena e participa da Força de Paz. Por fim, os dois falaram sobre a Rio+20 e ele elogiou a liderança que o Brasil exerce em questões ambientais.

Antes de se reunir com Dilma, Ban Ki-moon se encontrou com representantes da sociedade civil brasileira para debater o fortalecimento da participação social na implementação de políticas públicas em benefício dos trabalhadores e da sociedade brasileira, em reunião coordenada pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. O ministro lembrou a iniciativa do Planalto de garantir melhoria nas condições de trabalho nas grandes obras do País, que são tocadas com recursos governamentais, para evitar problemas decorrentes de condições inadequadas de trabalho, principalmente em regiões afastadas dos grandes centros.

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