Andres Kudacki/AP
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Dilma manifesta preocupação com ataque de Israel por terra a Gaza

Em encontro com o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, presidente brasileira voltou a pedir 'medidas urgentes' de parte da ONU

Andrei Netto, Enviado Especial, MADRI,

19 de novembro de 2012 | 14h03

A presidente Dilma Rousseff expressou nesta segunda, 19, em Madri, na Espanha, "sua preocupação" com uma eventual invasão por terra da Faixa de Gaza por tropas de Israel. A possibilidade foi evocada um dia depois de pedir ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que "assuma suas responsabilidades" e convoque uma reunião do Conselho de Segurança para deliberar sobre o conflito.

 

A manifestação foi feita em uma entrevista coletiva concedida junto com o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, no Palácio de Moncloa, na capital. Os dois líderes políticos haviam se reunido mais cedo, quando trataram em especial de relações econômicas. No final da coletiva, os dois foram questionados sobre o tema.

 

"Expressei minha preocupação com a situação de violência na Faixa de Gaza, que tanto sofrimento já causou ao povo daquela região", afirmou a presidente, lembrando que a presidência havia emitido uma nota pedindo "medidas urgentes" do Conselho de Segurança da ONU "para impedir que haja mais derramamento de sangue". "Está nos preocupando muito a possibilidade de uma invasão terrestre", reiterou.

 

Dilma fez um breve relato sobre as conversas mantidas com ao telefone com Ban Ki-moon e com o presidente do Egito, Mohamed Morsi. "Tive a oportunidade de falar com o secretário-geral e mais uma vez externei a minha preocupação de que as medidas teriam de ser bastante efetivas e tempestivas, porque as coisas se agravam nas últimas horas", justificou. "O mundo inteiro hoje está preocupado em impedir a radicalização do conflito."

 

A presidente reformou que o Brasil é a favor da aprovação do status de Estado para os palestinos nas Nações Unidas. "Só haverá paz quando houver dois estados."

 

Rajoy disse que "o tema que preocupa qualquer pessoa com um mínimo de sentimentos humanos", e revelou ter conversado ao telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem pediu moderação.

 

"O que todos queremos é diplomacia, diálogo e acordo", garantiu, reconhecendo o direito de Tel Aviv de se defender os ataques do Hamas, mas sem excessos militares. "Israel tem o direito à legítima defesa, mas nós todos queremos contenção na resposta."

 

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