Dilma pedirá na ONU fim de embargo a Cuba

A presidente Dilma Rousseff decidiu incluir mais um ponto polêmico no seu discurso de amanhã na abertura da 66.ª Assembleia Geral das Nações Unidas: o fim do embargo americano a Cuba. A defesa do país latino-americano soma-se à declaração pela criação de um Estado palestino, dois temas que devem desagradar aos Estados Unidos e a alguns países europeus, mas que refletem a preocupação do governo brasileiro com o que considera "injustiças" mundiais.

LISANDRA PARAGUASSU, ENVIADA ESPECIAL / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2011 | 06h08

Essa não é a primeira vez que o governo brasileiro intercede por Cuba nas Nações Unidas. Em seu discurso de 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à Assembleia-Geral que se opusesse ao embargo. Seu discurso chamou a atenção, mas não teve grande efeito. A posição brasileira é a mesma desde a imposição do embargo, em 1962. Apesar do presidente Barack Obama, eleito em 2010, ter aliviado algumas restrições de viagens e de envio de dinheiro ao país, o embargo continua em vigor.

No final deste mês, o chanceler cubano, Bruno Rodriguez, vai ao Brasil para um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e pode se encontrar também com a presidente. O embargo será justamente um dos pontos centrais das conversas no Brasil.

Sobre a Palestina, a presidente já havia decidido tocar no assunto, já que o pleito do país para ser reconhecido como Estado será um dos temas mais difíceis a serem tratados nessa Assembleia-Geral. No entanto, pouco tempo antes da sua viagem para Nova York, um pedido específico do embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Alzeben, reforçou a decisão.

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