'Dilma terá o chanceler dela', diz Amorim sobre caso Sakineh

Em entrevista ao Washington Post, presidente eleita disse não concordar com votação na ONU

PATRICIA CAMPOS MELLO, Agência Estado

10 de dezembro de 2010 | 16h51

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje, após ser homenageado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que nunca conversou com a presidente eleita, Dilma Rousseff, sobre a abstenção do Brasil em uma votação na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a condenação ao apedrejamento de mulheres no Irã.

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"Eu não vou comentar a política externa da presidente Dilma. Ela vai ter o chanceler dela", afirmou, referindo-se à entrevista que Dilma concedeu ao jornal Washington Post na semana passada em que declarou não concordar com os votos do Brasil a respeito do Irã.

O ministro disse ter ficado "decepcionado" com a notícia de que a iraniana Sakineh Ashtiani não foi libertada pelo governo do Irã, como foi informado ontem por organizações não-governamentais (ONGs).

Novo chanceler. Amorim também comentou que a presidente eleita "teve a delicadeza de me ligar para informar da nomeação" do embaixador Antonio Patriota para o cargo de ministro das Relações Exteriores.

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