Dilma vence na Argentina, seguida de Aécio e Marina

Do total de 5.387 pessoas registradas em Buenos Aires, compareceram às urnas 2.475 brasileiros

Ariel Palacios, Correspondente

05 de outubro de 2014 | 19h13

 BUENOS AIRES - A presidente Dilma Roussef foi a mais votada pelos eleitores brasileiros registrados no Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires. Ela teve 949 votos, o equivalente a  38,62% do total, incluindo brancos e nulos. A segunda candidatura mais votada foi a de Aécio Neves, com 890 votos (36,22%), enquanto  Marina Silva ficou em terceiro, com 383 votos (15,58%). 

Luciana Genro conseguiu 56 votos. O candidato Eduardo Jorge teve 35 votos; José Maria de Almeida, 18; José Levy Fidelix 10; Pastor Everaldo 5; José Maria, Eymael 2; Mauro Iasi, 2 e Ruy Costa Pimenta, 2.  Outros 65  eleitores optaram pelo voto em branco, enquanto que 58 anularam.  Do total de 5.387 pessoas registradas em Buenos Aires, compareceram às urnas 2.475 brasileiros.

A jornada transcorreu calmamente no centro de votação instalado no Centro Cultural Brasil-Argentina, no bairro portenho de Monserrat. O único incidente foi provocado por um brasileiro que passou pelo edifício da Embaixada do Brasil, no bairro de Retiro, acreditando que ali era o lugar de votação.

Ao ver que esse era o lugar errado, pegou um táxi e foi até o Centro Cultural. Ali, com postura agressiva, começou a exigir - aos gritos - que os agentes consulares reembolsassem o gasto do táxi (30 pesos, o equivalente a US$ 3,50). O eleitor, que perturbava o andamento da votação, teve que ser removido do lugar.

Para  Tulio Pires Bragança, o cardápio de candidatos presidenciais complicou sua decisão. “Foi difícil encontrar um que representasse minhas ideias”, disse o eleitor, que votou em Eduardo Jorge, do PV. "Mesmo sabendo que não ganha acho importante expressar meus votos nas ideias dele", explicou.

Bragança lamentou que os brasileiros no exterior não podem votar para os restantes cargos, de governador, senador e deputados estaduais e federais. "Seria ótimo poder votar nesses outros cargos e expressar melhor a cidadania. Mas, na festa da democracia no exterior a gente só pode comer o bolo...não deixam a gente aproveitar as coxinhas e os brigadeiros."

A brasileira Paula Haefeli justificará seu voto porque não transferiu seu título de eleitor para a Argentina. “Quando pensei em transferi-lo, já havia passado a data limite e acabei tendo que me resignar em não votar”, afirmou. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.