Dinamarca decreta prisão para mais cinco suspeitos de terrorismo

Uma juíza da cidade dinamarquesa de Odense decretou nesta sexta-feira prisão preventiva de quatro semanas para cinco dos sete detidos na terça-feira acusados de planejar um atentado terrorista, confirmou o promotor do caso, Erik Terp.Os outros dois estão em prisão preventiva desde terça-feira, quando a juíza decidiu prolongar a detenção do restante por três dias e fazer uma nova audiência, a portas fechadas e protegida por segredo de Justiça, para que os serviços de inteligência policial pudessem apresentar novas provas.Terp ressaltou que a cooperação "dura e intensa" entre o serviço de inteligência e a polícia de Odense possibilitou a acumulação de material suficiente para provar seu envolvimento nos planos."Que os sete estejam em prisão preventiva não implica necessariamente que será apresentada uma acusação contra todos. Agora vem um prolixo trabalho de investigação", afirmou Terp ao canal público de televisão TV2.O advogado defensor, Khan Hollmen Olesen, disse que o relato de uma nova testemunha ao serviço de inteligência tinha sido fundamental.Os detidos, que deverão permanecer em regime de isolamento nas duas primeiras semanas, são suspeitos de violar o artigo 114 do Código Penal da Dinamarca e podem ser condenados à prisão perpétua.Outros dois indivíduos detidos na operação foram libertados na terça-feira e não chegaram a ser colocados à disposição da Justiça.Todos, à exceção de um, têm raízes no Oriente Médio e apenas um não possui a nacionalidade dinamarquesa. Os suspeitos são muçulmanos, não possuem antecedentes policiais e suas idades estão compreendidas entre 18 e 33 anos, segundo dados judiciais.Dezenas de policiais participaram da operação, que transcorreu sem incidentes, no bairro de Vollsmose, de maioria muçulmana.Na operação, a polícia apreendeu materiais que poderiam ser usados na preparação de explosivos para cometer um atentado. Segundo o jornal Politiken, os agentes confiscaram também computadores, carros e dinheiro.Nem o lugar nem a data do suposto atentado foram divulgados, embora a ministra da Justiça, Lene Espersen, tenha declarado que os detidos planejavam um ataque na Dinamarca.Vários jornais relacionaram o atentado com a publicação, há alguns meses, de charges do profeta Maomé no jornal Jyllands-Posten, o que desencadeou uma crise entre a Dinamarca e o mundo islâmico.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.