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Dinamarca enviará 400 soldados e caças para lutar contra EI no Iraque e na Síria

Contingente inclui 400 soldados, entre pilotos e forças especiais, 4 F16, além de um avião de transporte

O Estado de S. Paulo

04 de março de 2016 | 16h09

COPENHAGUE - A Dinamarca enviará 400 soldados e alguns caças para lutar contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, anunciou o governo nesta sexta-feira, 4, que assegurou o respaldo da maioria parlamentar.

O Parlamento dinamarquês votará em 19 de abril a proposta do governo liberal em minoria, que conta com o apoio de várias formações de ambos os lados políticos e somam três quartos das cadeiras.

Em comunicado ao final de uma reunião da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento, o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, qualificou a decisão de "séria" e ressaltou a importância de lutar contra o EI de forma mais "decidida" e com "maior força".

O contingente, que será enviado por um prazo inicial de seis meses, inclui 400 soldados - pilotos, forças especiais e pessoal de apoio - 4 F16, outros 3 de reserva e um avião de transporte.

A Dinamarca, que faz parte da coalizão internacional liderada pelos EUA, justificou o envio de tropas à Síria sem permissão de suas autoridades argumentando que o direito internacional a autoriza, porque, em sua opinião, o país não pode se defender de uma ameaça contra a população civil.

O Parlamento dinamarquês havia aprovado em outubro de 2014 o envio de até 140 soldados e 7 caças para lutar contra o EI, embora só no Iraque com a autorização de Bagdá.

O governo retirou os aviões em outubro em razão da necessidade de repará-los e de dar descanso aos funcionários, após serem revelados protestos dos mecânicos. Mesmo assim, a Dinamarca garantiu que os caças voltariam ao Iraque ainda em 2016. /EFE

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