Dinamarca faz operação para tirar armas da Síria

Uma operação liderada pela Dinamarca e Noruega se prepara em Chipre para a remoção do arsenal químico da Síria. Dois navios de carga e duas embarcações de guerra farão parte da operação, que deverá transportar cerca de 500 toneladas de armas químicas.

AE, Agência Estado

14 de dezembro de 2013 | 18h29

De acordo com o especialista em armas químicas da Dinamarca, Bjoern Schmidt, os contêineres cheios de compostos químicos, que misturados podem criar os letais gases Sarin e VX, serão carregados em extremos opostos para fora da Síria.

Um navio de guerra da Dinamarca e outro da Noruega farão a escolta das duas embarcações de carga. O primeiro navio de carga da Dinamarca, chamado Ark Futura, junto com as fragatas, já estão ancorados em Chipre. A segunda embarcação, da Noruega, identificado como MV Taiko, ainda não chegou.

O comandante Henrik Holck Rasmussen, da fragata dinamarquesa HDMS Esbern Snare, disse que os dois navios de carga irão para a Síria quantas vezes forem necessárias para buscar todo o carregamento de armas químicas.

O especialista explicou que, de acordo com a Organização para a Proibição de Armas Química (Opaq), responsável pela operação, os navios levarão o arsenal químico ao porto de um País não identificado, onde as armas mais perigosas serão transferidas para o navio norte-americano MV Cape Ray, que está equipado com tecnologia para neutralizar o armamento químico. O restante do armamento, contudo, ainda não possui destino definido, segundo Schmidt, mas também será neutralizado.

A Croácia pontuou que pode fornecer um de deus portos para a transferência, mas somente se não houver oposição pública.

O comandante das operações, o dinamarquês Torben Mikkelsen, afirmou que o arsenal químico da Síria somente será colocado a bordo, após a confirmação do porto para a transferência para o navio norte-americano.

Os contêineres serão inspecionados por oficiais da Opaq e autoridades da Síria no porto de Latakia. Ambos navios serão terão equipamentos anti-manipulação e dispositivos de rastreamento. Fonte: Associated Press.

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