Dinamarca impõe controle em fronteiras suecas e alemãs

País, de governo conservador, quer evitar entrada de novos imigrantes, armas e drogas

Estadão.com.br com Efe

06 de julho de 2011 | 09h17

O governo da Dinamarca impôs na terça-feira, 5, postos de controle improvisados em suas fronteiras com a Alemanha e Suécia. A medida, aprovada pelo parlamento dinamarquês na última sexta-feira, visa impedir a entrada de novos imigrantes, armas e drogas.

 

As ligações marítimas e terrestres - pela ponte de Oresund, que liga a capital Copenhague com a cidade de Malmo - com a Suécia e com a Alemanha passaram a ter um controle mais rígido pelas autoridades. A Alemanha já anunciou ser contra a medida.

 

O Parlamento dinamarquês aprovou na última sexta a proposta do governo liberal-conservador de instaurar controles fronteiriços, provocando o receio da União Europeia (UE) perante a possibilidade de ser violado o tratado de livre circulação de Schengen.

Ao contrário do que era esperado, não houve um longo debate prévio nem uma votação equilibrada.

 

Como o governo já tinha o triunfo assegurado com os 90 votos que marcam a maioria, graças ao apoio de um deputado democrata-cristão, apenas 60% dos deputados compareceram a esta sessão extraordinária. A iniciativa governamental foi aprovada também Comissão de Finanças com cômoda maioria.

 

O acordo inicial foi apresentado, há dois meses, com calorosas discussões entre os próprios partidos que apoiam o governo, a oposição, Bruxelas e outros países da UE.

 

O governo dinamarquês realizou nas últimas semanas uma ofensiva diplomática na UE para insistir que se trata apenas de controles alfandegários para frear a criminalidade e que será respeitado o tratado de Schengen, assegurando que a Comissão Europeia receberá informações permanentemente.

 

As autoridades da Dinamarca pretendem investir 270 milhões de coroas dinamarquesas (36 milhões de euros) em pessoal e equipamento tecnológico para os controles até 2013.

 

A UE acordou na semana passada modificar o tratado de Schengen para permitir o restabelecimento temporário de fronteiras internas, uma iniciativa impulsionada por França e Itália após a chegada em massa de imigrantes do norte da África nos últimos meses.

 

O novo regulamento incluirá uma cláusula de salvaguarda para fazer frente a circunstâncias excepcionais que colocarem em risco o funcionamento geral da cooperação de Schengen, sem menosprezar o princípio de livre circulação das pessoas.

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