Dinheiro americano ajudou oposição na Ucrânia

O governo Bush gastou mais de US$ 65 milhões, ao longo dos últimos dois anos, para ajudar organizações políticas na Ucrânia, pagando uma viagem do líder da oposição Viktor Yushchenko aos EUA e ajudando a financiar as pesquisas de boca-de-urna que indicaram fraude no segundo turno da eleição presidencial do mês passado.Autoridades americanas dizem que essas atividades não constituem interferência na eleição ucraniana, como acusa do presidente da Rússia Vladimir Putin, mas são parte do orçamento de US$ 1 bilhão destinado a promover a democracia pelo mundo. Nenhum dinheiro do governo americano foi enviado diretamente a partidos políticos ucranianos, dizem as autoridades. Na maioria dos casos, os recursos foram canalizados pela Fundação Carnegie ou grupos que organizam treinamento para eleições, de direitos humanos e veículos de mídia independente. Mas as autoridades americanas reconhecem que parte do dinheiro ajudou a treinar grupos e pessoas que se opõem ao governo ucraniano, pró-Rússia, e que hoje tomam parte na chamada Revolução Laranja, que obteve a revogação da eleição de novembro."Existe um mito de que os americanos vão a um país e, abracadabra, vem uma revolução", disse Lorne Craner, ex-funcionário do Departamento de Estado que chefia o Instituto Republicano Internacional. "Mas não são os americanos que levam 2 milhões de pessoas às ruas. São as próprias pessoas que resolvem fazer isso", afirmou.

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