Diplomacia vira tema de acusações entre candidatos

Cenário: Gustavo Chacra

O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2012 | 03h05

Embora política externa não seja prioridade dos americanos, a campanha de Barack Obama adotou a estratégia de descrever Mitt Romney como inexperiente para lidar com questões internacionais. Na convenção democrata, o vice Joe Biden e o senador John Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, atacaram o rival pela falta de jeito em lidar com Rússia, China, Irã e até aliados como a Grã-Bretanha.

O ataque de um presidente contra um rival que foi apenas governador, sem ter lidado com política externa, é comum. Sabendo disso, os republicanos prepararam um memorando com dez pontos para criticar a política externa de Obama. Entre eles estão o fracasso para conter o programa nuclear do Irã, a deterioração das relações com o Paquistão, a ausência de estratégia para a Síria, a perda de respeito na América Latina e a falta de benefícios nos acordos com a Rússia. Antes disso, os republicanos aproveitaram para atacar a plataforma democrata, que não incluía Jerusalém como capital de Israel, embora os EUA, desde 1967, defendam que o status da cidade deva ser decidido em negociações.

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