Diplomata analisa 70 anos da Revolução na China e a relação com o Brasil; assista ao vídeo

Para o diplomata Fausto Godoy, ex-conselheiro na Embaixada do Brasil em Pequim, chineses querem ser potência do século 21, e Brasil é parceiro estratégico

Renata Tranches, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2019 | 10h46

A China completou 70 anos da Revolução Comunista comandada por Mao Tsé-Tung em meio ao maior desfile militar da sua história e uma busca por consolidar seu poderio estratégico e também militar, e rivalizar com os Estados Unidos em busca do domínio global

Para o diplomata Fausto Godoy, ex-conselheiro na Embaixada do Brasil em Pequim,  o Brasil se tornou um parceiro estratégico para os chineses nessa busca por projeção global iniciada por Deng Xiaoping e continuada com vigor e disciplina pelo atual presidente, Xi Jinping, considerado o segundo líder mais importante da China.

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Nesta entrevista, concedida à jornalista Renata Tranches, Fausto Godoy explica como os chineses construíram sua ascensão ao longo das últimas décadas, e explica que a China almeja se tornar a principal potência do século XXI.

A Revolução Permanente da China

As fronteiras políticas da China nunca foram civilizacionais e o confucionismo, que influencia até hoje o pensamento do governo chinês, faz com que o país se veja de um lado e, do outro, os bárbaros. "A China se sente como um conceito", afirma o diplomata Fausto Godoy.

Segundo ele, a China considera o período da colonização, no século 19, quando o país foi dominado pelo Império Britânico, como o "século das humilhações". Para superar isso, planejou a retomada da liderança global, mapeando 10 setores que vão levar a China a se tornar a grande potência do mundo até 2050.

Para Fausto, todo o mal provocado pelo século das humilhações e pelo colonialismo britânico, somado às ideias marxistas em voga no começo do século 20, levaram ao surgimento da República Popular da China, em 1949.

 

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