Diplomata brasileira morre em Brasília com diagnóstico de malária

Milena Oliveira de Medeiros, que estava no Itamaraty desde 2009, contraiu a doença em missão na África

26 de dezembro de 2011 | 21h28

BRASÍLIA - Uma diplomata brasileira que estava internada depois de contrair malária endêmica no início do mês em uma viagem a trabalho na Guiné Equatorial morreu, de acordo com uma nota divulgada nesta segunda-feira, 26, pelo Ministério das Relações Exteriores.

 

Segundo a nota do Itamaraty, a brasileira Milena Oliveira de Medeiros morreu nesta segunda. Ela estava internada pelo menos desde o dia 19 no Hospital Brasília.

 

"A secretária Milena Oliveira de Medeiros sempre exerceu suas funções com grande dedicação e sentido de dever. Sua passagem, que abrevia prematuramente uma carreira promissora, é sentida profundamente por todos os seus amigos e colegas”, afirma o ministério na nota.

 

Ainda segundo o documento, o chanceler Antonio Patriota "manifestou aos familiares da diplomata suas condolências e a solidariedade de todo o corpo de funcionários do Ministério das Relações Exteriores".

 

Erro

 

Anteriormente, o Itamaraty havia informado erroneamente que Milena havia morrido por ter a doença diagnosticada tardiamente. Ela, contudo, estava ainda internada na capital. A diplomata teve morte cerebral na semana passada. Ela respirava com ajuda de aparelhos.

 

Milena voltou a Brasília em novembro, após uma viagem de trabalho à capital da Guiné Equatorial, Malabo. Dias depois, passou a ter febre e a se sentir mal.

 

Segundo a família, os médicos desconfiaram que fosse dengue. Ela foi internada no dia 10, já com confusão mental. Dois dias depois ela foi diagnosticada com malária. No Itamaraty desde 2009, a diplomata tinha 35 anos.

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