Mohammed Dabbous / Reuters
Mohammed Dabbous / Reuters

Diplomata da era Clinton conduzirá negociações entre Israel e palestinos

Martin Indyk intermediará conversas que começam nesta segunda-feira em Washington

O Estado de S. Paulo,

29 de julho de 2013 | 12h21

WASHINGTON - O secretário de Estado americano, John Kerry, indicou nesta segunda-feira, 29, o diplomata Martin Indyk como o novo enviado especial para o Oriente Médio. Ex-embaixador em Israel durante o governo de Bill Clinton, Indyk teve um papel importante nas negociações de Camp David, em 2000, que por pouco não alcançaram um acordo, e deve intermediar as conversas iniciais entre as duas partes, que serão retomadas hoje à noite, em Washington.

O anúncio oficial foi feito no começo da tarde. Indyk, que foi assessor especial de Clinton e subsecretário de Estado para o Oriente Médio nos anos 90, é analista do think-thank Brookings Institution e fundador do Washington Institute for Near East Policy. Ele substituirá David Hale, que ocupava interinamente a função desde a demissão do ex-senador George Mitchell, em 2011.

"Estou ansioso para trabalhar com os negociadores. Há muito trabalho pela frente. Há questões simbólicas a serem enfrentadas. Sei que as negociações serão difíceis, mas as consequências de não fazer nada seria pior", disse Kerry ao anunciar Indyk.

"Agradeço ao presidente Obama e ao secretário Kerry para me dar a chance de liderar as negociações", afirmou o diplomata. "É um desafio assombroso, do qual não posso fugir."

Os EUA anunciaram no domingo a retomada de negociações de paz no Oriente Médio depois de o governo de Israel aceitar libertar 104 palestinos presos há mais de 20 anos. A concessão israelense não garante um acordo com os palestino, mas é o primeiro resultado da intensa pressão americana sobre os dois lados. A última tentativa do governo de Barack Obama para avançar nas tratativas fracassou no fim de 2010. / AP e REUTERS

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