Diplomata diz que ciclone em Mianmar pode ter matado 100 mil

Representante da chancelaria dos EUA eleva em quase 5 vezes o número oficial de vítimas, de mais 22 mil mortos

Reuters,

07 de maio de 2008 | 14h54

Diplomatas americanos em Mianmar receberam a informação de que pode haver mais de 100 mil mortos na área do delta devido ao ciclone que devastou o país, disse uma representante da chancelaria dos EUA nesta quarta-feira, 7. "A informação que recebemos indica que pode ter havido mais de 100 mil mortes na área do delta", disse Shari Villarosa, da embaixada dos Estados Unidos em Mianmar. Ela falou com os repórteres em uma teleconferência, em Rangoon.   Veja também:Com ajuda escassa, sobreviventes saqueiam lojas em MianmarÍndia diz que alertou Mianmar sobre o NargisMianmar cede e aceita ajuda da ONU às vítimas do cicloneJunta ignorou alerta emitido pela ONU  Desafio é levar ajuda às áreas devastadas Ong diz que 50 mil podem ter morrido Ainda nesta quarta-feira, o subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários John Holmes afirmou que número de vítimas do ciclone Nargis pode subir "muito significantemente" além da estimativa oficial do governo, de mais de 22 mil mortos. Ajuda internacional A Junta Militar que governa a antiga Birmânia autorizou o envio nesta quarta-feira, 7, de um avião com mais de 25 toneladas de ajuda humanitária às vítimas, segundo comunicou um representante das Nações Unidas (ONU), apesar lentidão das autoridades birmanesas em conceder vistos aos agentes humanitários. O porta-voz da ONU, Richard Horsey, afirmou que um avião deve sair da Itália com 25 toneladas de suprimentos. Pouco podem fazer os trabalhadores humanitários que estão na zona de catástrofe.  Os únicos representantes das agências da ONU que estão no local neste momento são pequenas equipes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e da Organização Mundial de Saúde (OMS). O ciclone de sábado ainda deixou cerca de 1 milhão de desabrigados. Mais de 40 mil pessoas estão desaparecidas. 

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