Jabin Botsford / Washington Post
Jabin Botsford / Washington Post

Diplomata em Kiev confirma que Trump perguntou sobre a investigação de Biden

Testemunho de David Holmes corrobora declaração do atual embaixador na Ucrânia, Bill Taylor

Redação, EFE

16 de novembro de 2019 | 00h32

Washington - Um funcionário designado para a embaixada dos Estados Unidos em Kiev confirmou nesta sexta-feira, 16, aos congressistas que promovem um julgamento político contra o presidente Donald Trump, que o presidente perguntou sobre a investigação de Biden em uma ligação com um de seus diplomatas seniores. 

O funcionário, David Holmes, confirmou a existência da ligação entre Trump e seu embaixador na União Europeia (UE), Gordon Sondland, que revelou quarta-feira o atual embaixador na Ucrânia, Bill Taylor, na primeira audiência pública do processo.

A ligação entre Trump e Sondland, que Holmes pôde ouvir pelo alto volume usado pelo presidente, ocorreu em 26 de julho, um dia após a outra ligação entre Trump e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que motivou o início do processo de impeachment. Trump disse que não se lembrava da ligação com Sondland quando perguntado por jornalistas na quarta-feira.

De acordo com o testemunho de Holmes, a portas fechadas e divulgado pela mídia americana, Trump perguntou a Sondland se Zelenski estava disposto a iniciar uma investigação por suposta corrupção na Ucrânia contra a família do ex-vice-presidente Joe Biden, seu possível rival em 2020. "Então, você vai iniciar a investigação?", Trump teria perguntado, de acordo com Holmes, ao qual Sondland respondeu que sim. "Ame seu traseiro (...). O que você pedir", disse Sondland, que havia se encontrado com Zelenski horas antes, segundo o jornal The New York Times.

Depois que a ligação terminou, Holmes perguntou a Sondland se era verdade que Trump não se importava com a Ucrânia, à qual o embaixador respondeu que o presidente estava interessado apenas em 'o importante', em referência a uma investigação contra Biden. O testemunho de Holmes corrobora a declaração de Taylor, seu chefe imediato.

Várias testemunhas já declararam no Congresso que Trump reteve a entrega de quase US $ 400 milhões em ajuda militar à Ucrânia e o condicionou a concordar em investigar o Biden. Após as primeiras audiências públicas, os democratas já acusam o presidente de "suborno" para justificar o possível julgamento político. /EFE

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