Thomas Peter/Reuters
Thomas Peter/Reuters

Diplomata norte-coreano viaja à Finlândia para participar de reunião

Ele participa de um fórum que coincide com os preparativos da cúpula entre seu país e os Estados Unidos

EFE

18 Março 2018 | 02h28

SEUL - Um diplomata do alto escalão da Coreia do Norte embarcou neste domingo, 18, rumo à Finlândia para participar de um fórum que coincide com os preparativos da cúpula entre seu país e os Estados Unidos.

Choe Kang-il, vice-diretor-geral para a América do Norte do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano, embarcou esta manhã no aeroporto internacional de Pequim em um voo da companhia Finnair com destino a Helsinque, informou a agência sul-coreana "Yonhap".

O representante de Pyongyang deve participar de um fórum semioficial sobre a desnuclearização da Península da Coreia, que contará com a presença de diplomatas americanos como Kathleen Stephens, que foi embaixadora dos EUA na Coreia do Sul entre 2008 e 2011, segundo fontes citadas pela "Yonhap".

Choe, que já participou de uma reunião similar em 2017 em Genebra, foi um dos membros da delegação norte-coreana de alto nível que esteve presente em fevereiro na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul.

+++ Coreia do Norte quer conversar com EUA

"Não tenho nada a dizer por enquanto. Falarei quando voltar", disse aos jornalistas o diplomata norte-coreano ao ser perguntando pela agenda de sua viagem, segundo as declarações veiculadas pela "Yonhap".

A viagem à Finlândia coincide com uma intensa atividade diplomática relacionada com a preparação da cúpula entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que poderia acontecer no final de maio.

O chanceler norte-coreano, Ri Yong-ho, e sua equivalente sueca, Margot Wallström, concluíram ontem três dias de reuniões em Estocolmo, que estiveram focadas na aproximação entre Washington e Pyongyang.

+++ Por que é tão difícil de resolver a crise da Coreia do Norte?

Durante os encontros, especula-se que as partes podem ter tratado da possível libertação dos três cidadãos americanos que atualmente estão presos na Coreia do Norte.

"As conversas se concentraram principalmente na situação de segurança na Península da Coreia, um ponto prioritário na agenda do Conselho de Segurança da ONU", indicou neste sábado o Ministério das Relações Exteriores da Suécia em comunicado.

Se realmente acontecer o encontro entre Trump e Kim, esta seria a primeira vez em que os líderes de Coreia do Norte e EUA se reuniriam após quase 70 anos de conflito iniciado com a Guerra da Coreia (1950-1953) e de 25 anos de negociações fracassadas e tensões. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.