Diplomata que criticou ´estupidez´ dos EUA pede desculpas

Um alto funcionário do Departamento de Estado americano pediu desculpas por ter dito, em uma entrevista em árabe, que os Estados Unidos demonstraram "arrogância e estupidez" no Iraque. Alberto Fernandez, Diretor de Diplomacia da Divisão de Oriente Próximo, disse que, ao ler a transcrição de suas declarações à emissora de televisão al-Jazeera, percebeu que havia cometido um erro e que elas não representam a sua opinião ou a opinião do Departamento de Estado.A correspondente da BBC em Washington, Sarah Morris, disse que não foi esclarecido se Fernandez foi instruído por seus chefes a se desculpar.Suas declarações à Al-Jazeera refletem o pensamento de políticos democratas e alguns republicanos que pedem ao governo que mude sua postura no conflito, afirmou Morris.O porta-voz do Departamento de Estado Sean McCormack disse inicialmente que as declarações de Fernandez foram interpretadas de forma incorreta. As críticas de Fernandez à postura americana foram feitas em um momento em que o presidente George W. Bush discute uma mudança de tática no Iraque com seus principais comandantes militares. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou no sábado, durante o seu pronunciamento semanal de rádio, que o Exército americano está constantemente ajustando as suas táticas para responder à violência no Iraque.Bush também admitiu que as operações para melhorar a segurança em Bagdá iniciadas há dois meses não tiveram o resultado esperado."Nós vamos continuar a ser flexíveis, e a fazer toda mudança que for necessária para prevalecermos nesta luta", disse o presidente. EleiçõesA política de Bush para o Iraque tornou-se um tema central na campanha das eleições de novembro para o Congresso e pesquisas de opinião indicam que o seu partido, o Republicano, poderá perder maioria no Senado e na Câmara dos Representantes.A oposição democrata tem pressionado Bush pedindo que ele dê início a uma retirada gradual no fim deste ano.Eles desejam ainda que o presidente convoque uma conferência internacional para apoiar o que chamam que "um acordo político" no Iraque.Apesar das pressões, correspondentes da BBC informam que uma mudança de tática antes das eleições é improvável.Uma comissão independente está analisando a estratégia americana para o Iraque, mas só deverá divulgar as suas conclusões após as eleições.

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