Diplomata:embaixada do Brasil em Honduras está sitiada

Ao deixar a embaixada brasileira neste sábado à tarde para um rodízio de diplomatas, o encarregado de negócios da Embaixada do Brasil em Honduras, Francisco Catunda, afirmou que a sede diplomática está sitiada. Ele negou que a situação esteja normal, como afirma o governo de facto hondurenho, e confirmou que um funcionário da embaixada sentiu os efeitos de uma bomba de gás lançada contra o local. Ele foi substituído hoje pelo ministro conselheiro do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), Lineu Pupo de Paulo.

AE, Agencia Estado

26 de setembro de 2009 | 20h25

Catunda contou que ficou "cinco dias preso" e que teve que negociar sua saída da embaixada, onde se encontra o presidente deposto desde segunda-feira passada quando retornou ao país de surpresa quase três meses depois do golpe que o derrubou. "Nada está normal", respondeu o encarregado em relação às declarações dadas na sexta-feira pelo presidente interino, Roberto Micheletti, sobre a situação na sede diplomática. Micheletti assegurou que tudo transcorria dentro da normalidade no local.

Enquanto isso, milhares de apoiadores do presidente deposto voltaram às ruas neste sábado em um protesto para marcar os 90 dias de sua deposição.

O presidente deposto Manuel Zelaya apresenta bom estado de saúde apesar do suposto ataque com gases tóxicos à embaixada do Brasil onde está refugiado. Zelaya, que está desde segunda feira na embaixada brasileira em Tegucigalpa depois de regressar ao país sem a autorização do governo interino, que cobra a sua prisão, denunciou as autoridades pelo ataque à sede diplomática, onde se encontra com centenas de pessoas.

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