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Diplomatas chegam a acordo sobre crise na Ucrânia, diz Lavrov

Países decidiram desarmar grupos ilegais e conceder anistia a insurgentes pró-Rússia

O Estado de S. Paulo,

17 de abril de 2014 | 13h59

GENEBRA - Diplomatas da Rússia, Ucrânia, EUA, e União Europeia chegaram a um acordo nesta quinta-feira, 17, para reduzir as tensões e prosseguir em direção ao fim da crise ucraniana, anunciou o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

O acordo alcançado em uma reunião em Genebra prevê, segundo Lavrov, o desarme de grupos armados ilegais, a desocupação de edifícios em cidades do leste ucraniano e a anistia aos insurgentes pró-Rússia que participaram do levante contra o governo em Kiev, exceto no caso de pessoas culpadas por crimes graves.

Lavrov afirmou que os países trabalham para estabelecer um amplo diálogo nacional na Ucrânia e para assegurar que os direitos dos cidadãos estejam protegidos.

"Todas as partes devem se abster de qualquer ação violenta, intimidadora ou provocativa. Todos os grupos armados ilegais devem ser desarmados, todos os edifícios tomados ilegalmente devem voltar a seus legítimos donos", diz um comunicado divulgado após a reunião.

Como parte do acordo, a Ucrânia se comprometeu a começar nesta quinta um processo de reforma da Constituição para incluir as demandas e aspirações de todos os cidadãos do país, anunciou o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, após a reunião.

O acordo, segundo Kerry, "deve restaurar a segurança no país (Ucrânia) e implica em a Rússia mostrar sua seriedade". O secretário de Estado afirmou que novas sanções serão aplicadas se Moscou não mostrar que está trabalhando para reduzir as tensões da crise ucraniana.

Além disso, os diplomatas decidiram pedir que a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) envie observadores ao leste da Ucrânia para garantir a libertação de detidos durante a tomada de prédios públicos.

Enquanto ocorria a reunião em Genebra, o presidente russo, Vladimir Putin, criticou os EUA e aliados europeus pelo que chamou de "um peso, duas medidas" e disse que espera não precisar enviar soldados à Ucrânia./ AP, EFE e REUTERS

 

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