Gary Cameron/Reuters
Gary Cameron/Reuters

Diplomatas da Rússia e dos EUA se reúnem em meio a atritos

Chefes da diplomacia devem discutir a crise na Síria e o asilo temporário concedido à Snowden

AE, Agência Estado

09 Agosto 2013 | 09h28

WASHINGTON - Reuniões entre autoridades dos Estados Unidos e da Rússia nesta sexta-feira, 9, devem ser marcados por assuntos polêmicos e um clima pouco amigável em meio a atritos entre os dois países.

O secretário de Estado John Kerry e o secretário de Defesa Chuck Hagel, dos EUA, se reúnem com o ministro de Relações Exteriores Sergei Lavrov e o ministro de Defesa Sergei Shoigu, da Rússia.

As autoridades deverão discutir a crise na Síria, programas de controle de armas e mísseis de defesa e o recente asilo temporário concedido pela Rússia ao ex-agente da CIA Edward Snowden, assunto que pode criar ainda mais tensão na reunião.

A decisão russa tomada na semana passada em conceder asilo temporário a Snowden foi respondida na quarta-feira, quando o presidente americano, Barack Obama, cancelou uma cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin. O encontro estava previsto para o início de setembro, em Moscou.

Segundo a Casa Branca, o cancelamento foi motivado pela falta de "progresso significativo" em uma ampla gama de questões cruciais. "Cúpulas de líderes são e tendem a ser organizadas em torno de fazer progressos em questões importantes", afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney, na quinta-feira. "E nós não vimos esse progresso de maneira suficiente em uma série de questões para merecer uma cúpula."

Três reuniões foram marcadas para esta sexta-feira. Hagel e o ministro de Defesa russo se encontram na parte da manhã, seguido de uma reunião com os quatro diplomatas juntos. Na parte da tarde, Kerry e o ministro de Relações Exteriores devem realizar uma reunião bilateral.

A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, disse que as reuniões têm como objetivo fazer progressos e não devem se concentrar especificamente sobre uma cúpula entre Putin e Obama. "Eu acho que há uma abertura para fazer isso em um momento oportuno, onde há a oportunidade de fazer progresso", disse. "Mas eu não espero que isso corresponda a uma grande parte do foco" das reuniões. / AP

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